Em reunião da Regional Sul, empregados debatem preparação para o Encontro Estadual dos Bancários da Caixa e os eixos do 41º Conecef
Com a proximidade do Encontro Estadual dos Bancários da Caixa, que ocorre no próximo dia 30, e do 41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), a Regional Sul Bancária realizou uma plenária virtual nesta quinta-feira (21), com o objetivo de discutir a preparação para os encontros e definir os eixos temáticos que serão levados à pauta. A reunião de duas horas reuniu trabalhadores e trabalhadoras das bases dos Sindicatos dos Bancários de Camaquã, Pelotas e Rio Grande, em um espaço para explicações, perguntas e exposição de opiniões.
A atividade deu continuidade ao trabalho conjunto desenvolvido pelos três sindicatos da Regional Sul. Os principais pontos tratados foram o Saúde Caixa e as mudanças em andamento no segmento Pessoa Jurídica (PJ) da instituição. “O objetivo foi fomentar ainda mais esse espaço de debates entre os empregados. Nós já realizamos algumas plenárias virtuais e neste momento de início da campanha nacional, entendemos que era importante esse encontro para discutir as propostas da nossa campanha”, afirma Lucas Cunha, representante do Rio Grande do Sul na Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e diretor de Comunicação e Cultura do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região.
Saúde Caixa
Durante o encontro, Marina Born, delegada sindical na Agência Rio Grande, apontou que a principal questão relacionada ao Saúde Caixa e às condições de saúde dos empregados está diretamente ligada à falta de contratações no banco. Segundo ela, a sobrecarga de trabalho enfrentada pelos empregados tem provocado impactos cada vez maiores na saúde física e mental da categoria, além de refletir no aumento dos custos do próprio plano de saúde. “A discussão sobre o Saúde Caixa passa necessariamente pela contratação de mais empregados. Não existe outra saída. A sobrecarga de trabalho adoece os trabalhadores e isso acaba impactando também os custos do plano de saúde”, argumenta Marina.
A bancária também defendeu a preservação dos princípios históricos do Saúde Caixa, como o mutualismo, a solidariedade e o pacto intergeracional. De acordo com ela, o banco tem utilizado o argumento de mudanças nesses pilares para justificar reajustes e alterações no modelo do plano. “A Caixa tenta colocar como se fosse necessário romper com esses princípios para resolver os problemas do plano, mas nós defendemos justamente o contrário: a manutenção do mutualismo, da solidariedade e do pacto intergeracional”, acrescenta. “A derrubada do teto é uma disputa política. Não é uma decisão que passa somente pela Caixa, mas por pressão junto ao governo federal e aos espaços de decisão”, finaliza Marina.
Encontros futuros
A intenção da Regional Sul, segundo Lucas Cunha, é manter a realização de novos encontros ao longo dos próximos meses, ampliando o engajamento dos empregados da região sul do Rio Grande do Sul nas discussões da campanha nacional. “A gente pretende seguir promovendo novos encontros como esse, esperando uma participação ainda maior dos empregados, para que possamos construir uma boa campanha nacional e uma boa negociação com a Caixa”, conclui.
Redação e foto: Vitor Valente/Seebpel



