Casa do Trabalhador recebe exibição de documentário sobre memória, direitos humanos e povos indígenas
A Casa do Trabalhador recebeu, na noite da última quarta-feira (1º), uma atividade cultural voltada à promoção dos direitos humanos. Como parte da programação da 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos, foi realizada uma sessão especial do Cinema do Trabalhador, com a exibição do documentário Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá. A atividade, iniciada às 19h, reuniu cerca de 30 participantes e foi coordenada por Lucas Cunha, diretor de Comunicação e Cultura do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região, e Maristela Costamillan, apoiadora cultural da Casa do Trabalhador.
A sessão contou com a participação de estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Dr. Joaquim Assumpção, ampliando o diálogo entre diferentes públicos sobre temas como memória, identidade, direitos dos povos indígenas e os impactos da ditadura militar sobre famílias e comunidades originárias.
Documentário premiado
Premiado em festivais nacionais e internacionais, o documentário aborda a trajetória de uma família Kaiowá marcada pelas violações sofridas durante o período da ditadura militar, contribuindo para reflexões sobre a preservação da memória e a defesa dos direitos humanos.
Segundo Lucas Cunha, a participação da Casa do Trabalhador na mostra representa mais um passo na consolidação do espaço como referência para atividades culturais e de formação crítica. “A Casa do Trabalhador foi aprovada para integrar a programação da 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos e foi escolhido um documentário que trata da cultura do povo Kaiowá, mas também dos impactos da ditadura militar sobre os povos indígenas, um aspecto que muitas vezes não aparece nas narrativas tradicionais sobre esse período”, afirma.
O sindicalista destaca que a atividade faz parte de um processo mais amplo de revitalização da Casa do Trabalhador. “A revitalização da Casa não passa apenas pela recuperação do patrimônio material, mas também pela requalificação do espaço como um ambiente de convivência, cultura e formação. Nos últimos anos temos recebido apresentações de teatro, dança, cinema, além de assembleias, plenárias e diversas atividades dos movimentos sociais e sindicais. Queremos que a Casa seja cada vez mais um espaço vivo e aberto à comunidade”, ressalta.



