Governo do RS propõe volta às aulas presenciais ainda em agosto, começando pelo ensino infantil

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O governo de Eduardo Leite (PSDB) anunciou, na terça-feira (11), ter entregue para a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) uma proposta de volta às aulas presenciais nas redes pública e privada do Rio Grande do Sul. A sugestão apresentada pelo Estado propõe o retorno “gradual e escalonado” das aulas a partir de 31 de agosto. Pela proposta, o ensino infantil será o primeiro a retornar, seguido pelo ensino superior, em 14 de setembro, o médio e técnico, em 21 de setembro, os anos finais do ensino fundamental, em 28 de setembro, e os anos iniciais do ensino fundamental, em 8 de outubro. Segundo o governo estadual, a volta às aulas presenciais ocorrerá apenas nas regiões que estiverem em bandeira amarela ou laranja e serão num modelo híbrido, ou seja, combinado com as aulas on-line.

“Sabemos que é um tema muito sensível, mas não podemos nos resignar. Quem lida com educação sabe que não podemos deixar assim. É evidente que não colocaremos nossas crianças e nossa equipe de educação em risco sem termos segurança dessa redução de contágio. Vamos reduzir o nível de exposição presencialmente, dividindo turnos e horários, mas é importante que se mantenha algum nível de contato entre professor e aluno para reduzirmos os danos de aprendizagem devido à pandemia”, declarou Leite.

As aulas presencias estão suspensas nas redes pública e privada do RS desde meados de março. Com a proposta na mesa, o governo estadual espera agora que as 27 associações regionais de municípios analisem o calendário proposto e façam sugestões para uma próxima reunião.

O secretário da Educação, Faisal Karam, disse que os prefeitos darão a palavra final para o retorno às aulas. “Não será uma imposição. Estamos sugerindo um calendário e, se o quadro do contágio por coronavírus não apresentar um achatamento da curva, tudo será revisto. A autonomia de levar os filhos para a escola é dos pais. Se preferirem não fazer isso, será necessário que o Estado e os municípios busquem alternativas para a continuidade da educação. Os prefeitos terão a autonomia para, dentro da realidade da sua cidade, decidir se há condições para o retorno presencial”, afirmou.

Cronograma proposto de retorno às aulas

31 de agosto – Ensino Infantil (público e privado)
14 de setembro – Ensino Superior (público e privado)
21 de setembro – Ensino Médio e Técnico (público e privado)
28 de setembro – Ensino Fundamental – anos finais (público e privado)
8 de outubro – Ensino Fundamental – anos iniciais (público e privado)

Fonte: Sul21

Foto: Guilherme Santos/Sul 21