Itaú prepara a privatização do Banco do Brasil

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“Colocaram a raposa no galinheiro dos ovos de ouro”. O ditado popular explica com exatidão o que vem acontecendo dentro do Banco do Brasil, para atender interesses privados, mais precisamente, do Itaú. Em 2016 foi contratada, sem licitação, por “notório saber”, a Falconi Consultores de Resultados, para preparar o desmonte do BB, chamado oficialmente de “reestruturação”.

O trabalho desta empresa é enxugar a estrutura do banco público, preparando-o para a privatização, política do governo Fernando Henrique Cardoso, retomada pelo seu aliado, Michel Temer. Entre os membros do Conselho de Administração da Consultoria Falconi está Pedro Moreira Salles, à época da contratação Presidente do Conselho de Administração da holding Itaú Unibanco, atualmente Presidente do Conselho Diretor da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

O absurdo é um banco privado estar conduzindo as políticas de um banco público, que tem um papel estratégico, o de fomentar o desenvolvimento econômico e social do país. No mínimo a situação configura um conflito de interesses, já que o desmonte da rede de agências, com extinção de milhares de postos de trabalho, abriu espaço para os bancos privados, entre eles o próprio Itaú. A primeira fase da reestruturação resultou no fechamento de 402 agências, extinção de 9.400 postos de trabalho e redução salarial drástica que atingiu quase 4 mil funcionários.

O concorrente continua dentro do BB. A mesma consultoria está fazendo o mapeamento dentro da Diretoria de Tecnologia do banco, um setor altamente estratégico a cujas informações o setor privado está tendo acesso. Seguindo a linha de “mãos de tesoura” da Falconi, de corte dos custos, há o temor de extinção de funções, abrindo espaço para a substituição de funcionários concursados por trabalhadores precarizados de empresas terceirizadas.

Fonte: SEEB/RJ

13 comentários em “Itaú prepara a privatização do Banco do Brasil

  1. Com essa merda de serviço que oferecem, uma burocracia infernal pra abrir uma simples conta salário, e fora o atendimento horrível. Tem que privatizar essa desgraça mesmo, quase perco meu primeiro emprego por causa deles.

      1. O Banco do Brasil registrou lucro R$ 5,2 bilhões no primeiro semestre deste ano, segundo o balanço divulgado pelo banco. Esse resultado por si só seria o suficiente para justificar a permanência do banco público…

  2. Resistir se torna cada vez mais importante. Nós, funcionários do BB precisamos entender que embora algumas transformações sejam necessárias, já que estamos na era digital, outras questões precisam ser muito bem analisadas, não apenas determinadas de cima para baixo e aceitas como verdades absolutas. Nós fazemos o Banco do Brasil, nós temos a missão de manter o espírito público do banco e lutar para que ele permaneça sendo “bom para todos”, ou seja atendendo desde os clientes private e estilo até os mais simples usuários, que enxergam no Banco do Brasil uma referência de credibilidade e tradição.

  3. Lamentável que o senhor não tenha sido bem atendido. Porém a privatização do Banco do Brasil não traria nenhum beneficio para a sociedade brasileira , ao contrário, reforçaria a concentração bancária.
    Na década de 90 várias empresas estatais foram privatizadas e isso não resultou em bons serviços, basta observar as empresas de telecomunicações…

  4. Se há um conflito de interesse, visto que um dos membros da empresa de consultoria, era presidente de administração, do Itaú, que seria um concorrente do BB, isto é ilegal e anti-ético, para não dizer o minimo.

  5. Absurdo,esse é o propósito desse governo que tira os nossos direitos ,essa é a proposta neoliberal ,vergonha que toma conta da Saúde,Educação,Bancos,… destruir o que é nosso e passar para as mãos do capital do excludente , e acabar de vez com o que é nosso.!!!

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  6. A notícia a seguir é 06 de janeiro de 2016, do Estadão, e onde estava o sindicato então??? “O Banco do Brasil investiu R$ 5 bilhões em debêntures emitidas pela NCF Participações, empresa controlada por acionistas do Bradesco, segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Segundo fontes, a emissão das debêntures – que são títulos de dívida que devem ser pagos, com juros, por quem os emitiu – foi estruturada para fazer frente ao aumento de capital do Bradesco, de R$ 3 bilhões já que o Bradesco terá de desembolsar US$ 5,7 bilhões para adquirir o HSBC, cuja transação foi aprovada pelo Banco Central.”

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