Diretoria da Fetrafi-RS delibera sobre pautas da Federação e acompanha negociações da Campanha Nacional 2026
A diretoria da Federação dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS) reuniu-se em Porto Alegre nesta terça-feira, 28. O encontro teve como objetivo deliberar sobre pautas administrativas e financeiras, conceder poderes para a assinatura de normas coletivas e ratificar decisões do setor. O encontro contou com a participação de Fabio Silveira, Francine Fagundes, Lucas Cunha, Rafael Cruz e Raquel Gil, membros da diretoria do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região.
Após a aprovação da ordem do dia, representantes dos trabalhadores apresentaram um panorama das negociações da Campanha Nacional 2026 nos principais bancos. Em instituições públicas, os problemas relatados coincidem: adoecimento da categoria, metas abusivas, precarização das relações de trabalho e canal de diálogo travado com as direções.
Informes
Lucas Cunha, representante do RS na Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa), relatou os tópicos já debatidos, incluindo a ampliação de direitos para Pessoas com Deficiência (PcD), regulamentação do teletrabalho, substituição em cascata e o superendividamento dos bancários.
Ele reforçou, contudo, que a prioridade absoluta segue sendo a derrubada do teto de 6,5% para o custeio do Saúde Caixa. “Não é plausível que apenas os empregados arquem com os sucessivos reajustes do plano. A Caixa precisa colocar mais dinheiro, e isso passa pelo fim do teto. O banco acena com disponibilidade para debater, mas nada concreto avançou. Uma mudança no estatuto por parte da Caixa será decisiva para o fechamento da nossa campanha”, destacou.
No que se refere ao Banco do Brasil, a representante do RS na CEE, Priscila Aguirres , destacou que a CEE/BB busca aproveitar todas as mesas temáticas, omo as de igualdade de oportunidades, saúde e condições de trabalho, para fortalecer a manutenção da Cassi. O objetivo é construir uma boa base para o ano que vem, quando está previsto o debate sobre o custeio do plano. A prioridade agora é fazer com que o banco traga propostas para recompor as reservas financeiras da Cassi, garantindo o aporte de recursos por parte da instituição.
Sobre o Banrisul, a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE/Banrisul), Raquel Gil, fez um balanço das primeiras reuniões com a direção do banco e lamentou os poucos avanços. Ela destacou a grande preocupação com o adoecimento da categoria e as dificuldades para tratar do assunto na mesa de negociação, já que o banco alega não haver relação direta entre o trabalho e os problemas de saúde mental.
Raquel também avaliou que o fator que mais tem pesado na rotina dos bancários “não é o medo da demissão, é a pressão por metas”.
Fenaban e mobilização
O diretor da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo, apresentou um panorama das negociações com a Fenaban e criticou a postura dos bancos, que insistem em negar as reivindicações e tentam acabar com a mesa única.
Bacelo destacou que o caminho para avançar é organizar a mobilização coletiva, conversando nas agências e participando dos dias de luta. “Se não houver a participação dos colegas da base nas atividades, é evidente que a dinâmica do processo de fechamento de campanha vai ser desafiador”, alertou.
Banrisul é coisa nossa
A reunião terminou com a apresentação da campanha “Banrisul é coisa nossa” pelos integrantes da COE/Banrisul. O grupo prestou contas dos valores investidos, detalhou os objetivos da ação e reforçou a importância da mobilização na defesa do banco público, politizando o debate diante do período eleitoral decisivo que se aproxima.
Fonte: Fetrafi-RS



