165 anos da Caixa: defender o banco público é investir no futuro do Brasil
Na próxima segunda-feira (12), a Caixa Econômica Federal completa 165 anos de (r)existência, sustentados, em grande medida, pela luta permanente dos empregados e do movimento sindical em defesa do banco como uma instituição pública, estratégica e necessária ao desenvolvimento do país.
Defender a Caixa é investir no futuro do país. Por isso, na segunda será realizado o Dia Nacional de Luta contra o fechamento das agências e por mudanças nas regras do Super Caixa.
Além das atividades nas ruas, a mobilização também se dará nas redes sociais. A orientação é para que os empregados participem do abaixo-assinado “Vendeu, recebeu!”, disponível neste link.
A importância social da Caixa e o papel dos trabalhadores
A articulação coletiva dos trabalhadores impediu, ao longo dos anos, o enfraquecimento da Caixa e garantiu que o banco seguisse cumprindo seu papel social. Hoje, a Caixa continua fazendo parte da vida dos brasileiros, sendo a principal responsável pela operação dos programas sociais do Governo Federal.
A Caixa responde por cerca de 70% do financiamento imobiliário do país e pela gestão das lotéricas. Apenas no primeiro semestre de 2025, o banco pagou R$ 229,8 bilhões em programas sociais, sendo R$ 89 bilhões em benefícios do INSS, R$ 81,4 bilhões no Bolsa Família, R$ 31,1 bilhões no Seguro-desemprego, R$ 17,7 bilhões no abono salarial e R$ 6,4 bilhões no programa Pé-de-Meia.
Esses recursos impactaram diretamente 56 milhões de pessoas, das quais 20,8 milhões foram beneficiárias do Bolsa Família.
Por trás desses números expressivos está o empenho diário dos empregados da Caixa, que atendem milhões de brasileiros em todas as regiões. São esses trabalhadores que, nos últimos anos, vêm resistindo ao crescente fechamento de agências.
Desde 2017, 196 unidades foram encerradas, das quais 113 em 2024 e mais de 50 em 2025. O resultado são impactos negativos para a economia local, para a população e para os próprios empregados, que enfrentam transferências forçadas, descomissionamentos, perda de gratificações e redução salarial.
Defender a Caixa, suas agências e seus trabalhadores é defender o acesso da população aos serviços públicos e a própria função social do Estado.
Fonte: SindBancários de Porto Alegre

