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Organização avalia positivamente 1ª edição do Circuito do Alimento Agroecológico
Na manhã do último sábado, 3 de agosto, ocorreu a primeira edição do Circuito do Alimento Agroecológico. Com a reunião de mais de 20 pessoas, seis espaços de comércio e produção de alimentos no centro de Pelotas foram percorridos em uma atividade de caráter ecopedagógico. Em 7,4 quilômetros de caminhada/pedalada, foi possível transitar, conhecer e aprender sobre diferentes espaços ligados a agroecologia.
A organização do evento avaliou positivamente a primeira edição. “Recebemos diversos feedbacks que nos ajudarão a melhorar detalhes operacionais nas próximas edições. O saldo positivo principal é que conseguimos aprimorar um produto recém-lançado, garantindo a qualidade nas futuras replicações”, analisa Leandro Karam, um dos organizadores. “A experiência foi extremamente positiva para todos os participantes e para os espaços que receberam o grupo, permitindo uma exposição mais detalhada do que esses espaços representam institucionalmente. Com essa conversa, tivemos uma noção mais profunda do que ocorre nesses coletivos, que são espaços de trabalho em conjunto, o que enriqueceu muito as visitas e as conversas”, aponta.
As próximas edições devem contar com aprimoramentos, relata Karam. “Os imprevistos que surgiram ao longo da atividade já eram, de certa forma, antecipados. Sabíamos que o tempo previsto poderia ser ultrapassado, pois os participantes gostam de conversar e trocar experiências nos espaços visitados. Por isso, o tempo precisa ser ajustado um pouco para que a experiência seja ideal”, explica. “De modo geral, tudo ocorreu de forma muito natural. Os participantes já tinham uma sensibilização em relação ao tema proposto, que envolve a agricultura ecológica, o reconhecimento da importância da agricultura familiar, o trabalho em coletividade, e a visão do território como um sistema produtivo composto por diferentes atores, que promovem a cultura do alimento agroecológico. A familiaridade dos participantes com esses temas enriqueceu muito a experiência”, ressalta.
Próximas edições
Karam destaca que, para as próximas edições do circuito, a prioridade é aprimorar os materiais de comunicação, utilizando as imagens e vídeos coletados na primeira edição para criar apresentações mais realistas e ampliar a visão do território como um potencial impulsionador da cadeia produtiva de alimentos agroecológicos. O objetivo é envolver grupos sociais, como escolas e universidades, que possam se beneficiar dessas temáticas em suas atividades pedagógicas, além de buscar parcerias com empresas interessadas em associar suas marcas a essa ação. “Acreditamos que essa experiência proporciona um novo olhar sobre o território e ajuda as pessoas a se inserirem nesse arranjo produtivo”, afirmou. O organizador também menciona a possibilidade de empresas e organizações subsidiarem inscrições para grupos em situação de vulnerabilidade social, ampliando o acesso à atividade.
De acordo com a organização, após a primeira atividade, já há uma lista de espera, e uma nova data será definida nas próximas duas ou três semanas para a segunda edição. “As pessoas na fila de espera serão as primeiras a serem contatadas”, afirmou. Além disso, o foco é identificar novos grupos interessados nas temáticas, incluindo estudantes de diferentes níveis e outros grupos sociais. O objetivo é organizar mais turmas e aumentar a frequência das atividades, com a expectativa de realizar edições contínuas conforme a demanda. Acompanhe as atividades do circuito pela página do Instagram @serradostapes.
Participação do Sindicato
O Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região, por meio do diretor Lucas Cunha, participou do Circuito realizado no último sábado. De acordo com Lucas, o primeiro contato com a organização surgiu durante um evento no Armazém do Campo, sobre circuitos de trilhas na cidade de Pelotas e adjacências. O Sindicato estava envolvido devido ao projeto Movimenta Bancário, que busca integrar a saúde física dos bancários com outros temas importantes, como saúde mental e alimentação saudável.
“A partir daí, começamos a considerar como poderíamos levar esse debate para a categoria bancária, abordando não só a saúde física e mental, mas também a alimentação saudável, focando nas cadeias produtivas locais e na agricultura familiar. Nosso objetivo é explorar essas questões com uma visão integrada de saúde, pensando na saúde física, mental e, agora, na alimentação”, explica Lucas. “Essa é a linha de pensamento que estamos desenvolvendo. Recebemos o convite, participamos do evento, e agora estamos estudando como avançar nesse debate com a categoria bancária”, completa o diretor.
“Foi muito importante participar do evento para entender como o Circuito está organizado e quais são as pessoas e entidades envolvidas. Conhecer um pouco mais sobre a agroecologia na região de Pelotas, quem promove esse debate, como são as associações de produtores, consumidores, feirantes, e produtores de alimentos, nos deu uma visão mais ampla sobre o tema”, finaliza Lucas.
Matéria: Vitor Valente / Seebpel



