Presidente Lula realiza encontro com sindicalistas

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se reuniu com cerca de 600 sindicalistas na última quarta-feira, 18. Com representantes de quase todas as centrais sindicais brasileiras, o evento foi marcado por manifestações de apoio às instituições democráticas e pela criação de um grupo multiministerial para definir a valorização do salário mínimo e o compromisso com a atualização da tabela do imposto de renda. 

O grupo terá 45 dias para a discussão e desenvolvimento de uma proposta para a retomada da valorização do salário mínimo. Atualmente, o salário mínimo é de R$1.302, estabelecido pelo governo anterior. Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o valor não deve ser alterado até maio. Os sindicalistas pedem que o valor seja reajustado para pelo menos R$1.342, o que representaria um aumento de 10,7% em relação ao valor vigente em 2022. O valor foi calculado com a garantia de um piso baseado na inflação (cerca de 5,7%) com a soma de um ganho real idêntico ao do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de cerca de 5%. 

A atualização da tabela do imposto de renda foi outra pauta importante no encontro. Atualmente, quem ganha cerca de um salário mínimo e meio terá que pagar imposto. O valor da tabela não é reajustado há sete anos, o que onera as camadas mais pobres da população. Em campanha, Lula prometeu a isenção para trabalhadores que recebem até R$5.000. No evento, o presidente da República reafirmou o compromisso e disse estar comprometido a fazer uma reforma tributária ainda no primeiro semestre de 2023.

Bancários presentes

Vários dirigentes de entidades sindicais bancárias representaram a categoria no evento, como a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, e a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva – coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

Para Juvandia, o encontro com o presidente Lula “mostra a diferença de governo”, onde “os trabalhadores podem entrar no Palácio do Planalto, ter uma reunião com o presidente da República e apresentar sua pauta para a política da correção do Salário Mínimo, a correção da tabela do Imposto de Renda, o aumento real dos salários, a reforma sindical e as mudanças na legislação trabalhista, para reparar os retrocessos que foram prejudiciais aos trabalhadores e trabalhadoras”, constata. 

Fonte: Contraf-CUT, com edição do SEEB Pelotas e Região

Foto: Reprodução

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