Bolsonaro fará tratamento em São Paulo e Mourão mantém agenda em Angola

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O presidente Jair Bolsonaro foi transferido para o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após ser diagnosticado com obstrução intestinal. A equipe médica informou que, por enquanto, está descartada necessidade de cirurgia e que, desse modo, Bolsonaro será submetido a “tratamento conservador”. Ou seja, à base de medicamentos e outros procedimentos não invasivos. Nos últimos dias, o presidente vinha enfrentando uma crise de soluços. O vice-presidente, Hamilton Mourão, manteve agenda anteriormente prevista e, depois de viajar ontem à noite, deve ficar em Angola até domingo (18).

“O senhor presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, foi transferido na noite desta quarta-feira para o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após passar por uma avaliação no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, e ser diagnosticado com um quadro de suboclusão intestinal”, informa o boletim médico divulgado. O informe é assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo (cirurgião-chefe), Ricardo Camarinha (cardiologista do presidente), Leandro Echenique (clínico e cardiologista), Antônio Antonietto (diretor médico do hospital) e Pedro Henrique Loretti (diretor-geral do hospital). Não foi informado por quanto tempo Bolsonaro deverá permanecer internado para o tratamento.

A decisão de transferir Bolsonaro para tratamento em São Paulo foi tomada pelo médico Antonio Luiz Macedo, responsável pelas cirurgias no abdômen do presidente. Foi Macedo, inclusive, que é cirurgião gástrico, quem atendeu Bolsonaro após a facada supostamente sofrida na eleição de 2018. Desse modo, acabou cancelada a agenda do presidente. Ele se reuniria nesta quinta (15) com os presidentes do Legislativo (o senador Rodrigo Pacheco) e do Judiciários (o ministro do Supremo Luiz Fux).

Quem assume?

Apesar de não haver data para o presidente receber alta, o general Hamilton Mourão, primeiro na linha sucessória, prosseguiu a viagem prevista para Angola. O vice participará da Cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, realizada na capital, Luanda, até o próximo sábado (17). Seu retorno ao Brasil será no domingo.

Com Mourão fora, o presidente da Câmara dos Deputados seria o encarregado de assumir o cargo, mas o deputado Arthur Lira (PP-AL) é alvo de um processo judicial. Desse modo, é possível que não possa ocupar a Presidência interinamente, devido à condição de réu em uma ação penal –por suposto recebimento de propina. Entretanto, há controvérsias. Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter fixado entendimento de que acusados em algum processo não podem ocupar o Planalto, Lira considera que não deve ser considerado réu enquanto não ocorre o julgamento final dos recursos movidos por sua defesa. Em caso de haver necessidade de um terceiro nome na linha sucessória assumir momentaneamente, este seria Luiz Fux.

Fonte: RBA, com informações da Agência Brasil

Foto: Marcos Corrêa/PR