Brasil cai 5 posições em ranking de desenvolvimento humano da ONU

rafaela-biazi-680927-unsplash

O Brasil caiu 5 posições no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU). A lista foi divulgada ontem (15) pela organização.

Os dados do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) são referentes a 2019 e o Brasil ocupa, agora, a 84ª colocação no ranking. Na edição anterior do Relatório, com dados de 2018, o país estava na 79ª posição.

O documento mostra o IDH, em 2019, para 189 países e territórios reconhecidos pela ONU. O cálculo do IDH considera aspectos de saúde, educação e renda da população. Quanto mais perto de 1 estiver o resultado, maior será o desenvolvimento humano do país. Quem lidera o ranking é a Noruega, com IDH 0,957. Em seguida estão Irlanda (0,955), Suíça (0,955) e Hong Kong (0,949). O pior colocado é o Níger (0,394).

Dados brasileiros

O IDH brasileiro é de 0,765. Apesar de estar mais abaixo na tabela, o Brasil teve evolução de 0,003 com relação ao IDH anterior. De acordo com o Pnud, o Brasil apresenta “crescimento lento”.

A falta de avanço na educação é o principal motivo apontado no relatório para o resultado brasileiro. Desde 2016, o período esperado de permanência de alunos na escola segue em 15,4 anos. A média de anos de estudo variou de 7,8 para 8 anos de 2018 a 2019. A expectativa de vida em 2019 no Brasil foi de 75,9 anos. Em 2018, ficou em 75,7 anos. A renda per capita anual foi de US$ 14.182 em 2018 para US$ 14.263 em 2019.

Pela 1ª vez o relatório apresenta o cálculo do impacto do desenvolvimento humano no meio ambiente. A nova métrica, IDH-P, leva em conta as emissões de CO² e a pegada ambiental –o uso de recursos materiais por uma população. Com esse critério, o IDH do Brasil cai para 0,710. O valor, no entanto, faz com que o país suba 10 posições no ranking.

O IDH do Brasil despenca quando ajustado para o quesito desigualdade. Vai de 0,765 para 0,570. O fator principal é a desigualdade de renda. Os 10% mais ricos concentram 42,5% da renda total. Em concentração de renda, o Brasil perde apenas para o Qatar.

Impactos da Covid-19

Os dados analisados são de 2019 e, portanto, não contemplam os efeitos da pandemia. O Pnud, no entanto, sinaliza que todos os países devem regredir no IDH de 2020.

A covid-19 pode ter empurrado cerca de 100 milhões de pessoas para a extrema pobreza, o pior revés em uma geração”, afirma o relatório.

Fonte: Poder 360, com edição Seeb Pelotas

Foto: Rafaela Biazi/Unsplash