Coronavírus: direção da Caixa desorienta e desconsidera vidas

ARTE FABIANA TAMASHIRO

Retorno presencial ao trabalho ficará a cargo de gestores, que poderão ser responsabilizados civil e criminalmente em casos de decisão negligente ou omissão

A curva de contaminação e mortes causadas pelo novo coronavírus não mostra sinais de diminuição no Brasil, e mesmo assim a direção da Caixa Econômica Federal adotou a postura de lavar as mãos a fim de se eximir de eventuais fatalidades, já que não há qualquer normativo do banco definindo as orientações.

Para piorar, em uma live realizada no dia 16 de julho, a vice-presidente de Pessoas, Girlana Granja Peixoto, reforçou que a gestão da Caixa deixará a cargo das chefias das áreas o retorno presencial ao trabalho.

A desorientação resultou em uma grande dúvida entre os empregados. Algumas áreas estão sendo instruídas a estabelecerem o retorno de 50% do quadro para determinadas funções. Mas esta orientação não foi escrita.

“Orientação que não foi documentada implica no risco de ficar o dito pelo não dito, o que poderá resultar em imputação de responsabilização pelo prejuízo à saúde e à vida da população e dos trabalhadores, e os gestores responderão civil e criminalmente no caso de alguma fatalidade”, afirma Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa).

Quando acionado, o Sindicato entra em contato com a gestão, e a orientação de retorno presencial ao trabalho tem sido revista.

Quinta-feira 23, use a hashtag #MexeucomACaixaMexeuComOBrasil

Os empregados da Caixa de todo o Brasil realizam, nesta quinta-feira, 23, a partir das 11h, Dia Nacional de Luta Virtual. A partir das 11h, use a hashtag #MexeucomACaixaMexeuComOBrasil nas publicações no Twitter, Facebook, Instagram e demais redes.

A iniciativa tem o objetivo de pressionar a direção do banco e o governo Bolsonaro a respeitar a Caixa e seus empregados, bem como conscientizar a população sobre a importância do banco público e os desrespeitos que os seus trabalhadores vêm enfrentando mais acentuadamente desde o golpe de 2016.

Fonte: SP Bancários

Arte: Fabiana Tamashiro