Auxílio emergencial: empenho dos empregados da Caixa não evita formação de imensas filas em Pelotas

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As agências da Caixa estão lotadas, em todo país, devido à busca pelo auxílio emergencial. A falta de informações, por parte do governo federal, tem provocado a aglomeração de pessoas, em imensas filas, expondo todos ao risco do contágio do covid-19. Nesta quinta-feira (30), por volta das 9h, a fila para ter acesso à agência da Caixa, localizada na rua Quinze de Novembro, próxima ao Café Aquários, chegava até a rua General Osório, se estendendo pelo Calçadão da Andrade Neves e dobrando na Rua General Neto, antes de dobrar, novamente, na esquina da Osório. Algumas pessoas relataram que chegaram na fila às 4h da manhã. Ontem, o atendimento foi até às 19h, nesta agência, mesmo que o horário de atendimento, durante a semana, seja das 9h às 14h. No sábado, o atendimento será das 8h às 12h.

Em Pelotas, todas as agências da Caixa estão lotadas, mesmo com o empenho dos funcionários, que tem se desdobrado para dar conta da demanda de atendimento. “Em alguns momentos até mesmo os vigilantes têm ajudado a organizar as filas”, explicou um funcionário que não quis se identificar, alertando para o esforço de todos em dar conta da grande demanda que se formou.

A cada dia, aproximadamente duas mil pessoas têm procurado as agências da Caixa, em Pelotas, sendo a maioria em busca de orientações para receber o auxílio emergencial. Os empregados da Caixa estão equipados com EPI’s, mas a enorme demanda preocupa. “Alguns clientes não compreendem que os funcionários do Banco não fizeram as regras e nem mesmo organizaram o processo de realização de pagamento”, desabafa outro funcionário da Caixa, de Pelotas, que também não se identificou.

O compromisso em organizar a distribuição do benefício à população é do Governo Federal e da direção da Caixa, que, ao longo de todo o mandato atual, têm se mostrado favoráveis à privatização. Mesmo com os ataques e o descaso de Bolsonaro com os servidores públicos, os empregados da Caixa têm sido exemplo de compromisso junto à população mais carente.

Justamente em um período em que estão tendo seus direitos atacados pelo governo Bolsonaro, os empregados da Caixa, que estão na linha de frente da operação das políticas sociais no Brasil, dão mostras da importância do caráter público do Banco, auxiliando aqueles que mais necessitam de apoio para o enfrentamento da pandemia do covid-19.

A Caixa é o banco que, desde o início da sua história, sempre esteve ao lado da população mais carente. Programas de financiamento habitacional, como o Minha Casa Minha Vida; além de outros programas importantes, como o Bolsa Família, o Fies e o Prouni sempre foram asseguradas devido ao papel público que o banco cumpre junto à sociedade. A possibilidade de venda de ativos, redução do quadro de empregados e reestruturações arbitrárias constituem-se, portanto, em uma ameaça à vida de milhões de brasileiros, que necessitam de um atendimento direcionado a demandas específicas, como as pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Imprensa Seeb Pelotas