Entidades de saúde pedem afastamento de Bolsonaro: ‘Maior problema do Brasil’

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Entidades de saúde publicaram nota, na última terça-feira (21), contra a política classificada como “genocida e antidemocrática” do presidente Jair Bolsonaro e pedem seu afastamento do cargo. No texto, especialistas alertam que o presidente coloca a população em risco ao produzir “o caos em meio a uma grave crise sanitária”.

A presidenta do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e médica sanitarista Lúcia Souto alerta que o país ‘caminha para uma catástrofe’. “Temos uma pessoa complemente inepta para exercer o cargo de presidente da República, que está criando tumulto e caos na sociedade brasileira, quando deveria unir a população”, criticou, em entrevista a Marilu Cabañas e Glauco Faria, no Jornal Brasil Atual de quarta-feira (22).

As entidades acrescentam que a participação do presidente em uma manifestação que pedia intervenção militar, no último domingo (19), ultrapassa todos os limites e exige a unidade de todos que defendem a democracia e a vida. A nota ainda argumenta que só por meio do afastamento urgente de Bolsonaro, o Brasil poderá enfrentar a pandemia adotando as medidas necessárias recomendas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Supremo Tribunal Federal recebeu, na última segunda-feira (20), mandado de segurança com pedido de concessão de liminar para suspender provisoriamente o exercício de algumas das competências privativas do presidente da República em função do cometimento reiterado de crimes de responsabilidade por parte de Bolsonaro.

Transparência

A sanitarista critica a falta de comunicação do governo federal em relação à pandemia, em especial após a troca do Ministério da Saúde. “A pasta tomou um caminho preocupante de pouca transparência com a sociedade, sem as coletivas da equipe do ministério. Isso é muito grave.”

A especialista afirma que essa falta de transparência pode criar uma sensação falsa de que as coisas estão sob controle. “As pessoas sentem que o número (de casos) está aumentando, mas a ausência de comunicação do governo com a população é inaceitável. Temos o direito de receber as informações. Tem outro problema no caso do SUS, onde temos uma obrigatoriedade constitucional da participação social no comando desta crise, por meio do Conselho Nacional de Saúde, e isso não está acontecendo”, acrescentou Lúcia.

Com informações Rede Brasil Atual e Sul21

Foto: Marcos Côrrea/Fotos públicas