Coronavírus: bancária do Santander morre em SP

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Sindicato presta solidariedade à família e está cobrando dos bancos medidas para preservar a saúde dos trabalhadores e conter a disseminação da doença entre a categoria

Uma bancária do Santander faleceu vítima da infecção do novo coronavírus, em São Paulo, na última quinta-feira, 2. A bancária trabalhava no Vila Santander Paulista, nome do call center do banco, e se enquadrava no grupo de risco por ter diabetes, hipertensão e asma. 

“Sabemos que não existem palavras para aplacar o sofrimento causado pela perda de um familiar, mas o Sindicato dos Bancários presta solidariedade à família da trabalhadora neste momento doloroso”, lamenta Maria Rosani, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander (COE).  

Na última sexta-feira, 3 foi feita uma reunião por vídeo conferência com o Comitê de Crise da Fenaban e a coordenação do COE para buscar explicações sobre o fato.

Na reunião, o Santander alegou que enviou comunicado no dia 13 de março alertando todos os trabalhadores do grupo de risco para que se mantivessem em quarentena. Contudo, ainda segundo o banco, o nome da bancária não constava no grupo de acompanhamento de doenças crônicas do banco. Portanto, a empresa argumenta que não tinha conhecimento que a bancária estava sujeita a ameaça de óbito caso contraísse a doença. 

“Para a segurança de todos, fazemos um apelo aos trabalhadores para que não omitam qualquer doença que venham a ter. Desta forma poderemos tentar conter o máximo possível a disseminação da covid-19”, orienta Maria Rosani.  

Ainda de acordo com o banco, quando a bancária foi internada, seus colegas passaram a ser monitorados. Outro trabalhador apresentou sintomas da doença. O caso foi confirmado e ele segue afastado, mas já teve alta médica.

Medidas reivindicadas pelo Sindicato

Diante da fatalidade, o Sindicato dos Bancários de São Paulo cobrou do Santander informações sobre a implantação de medidas para preservar a saúde dos trabalhadores e a disseminação da doença entre a categoria: 

– Disponibilização de testes rápidos para todos os casos de suspeita, além do isolamento imediato.

– Instalação de medidas de proteção em todas as unidades de atendimento ao público, como barreiras acrílicas, além da disponibilização de mascaras, luvas e álcool em gel.

– Implantação de sistemas de triagem, orientação e agendamento para atendimento presencial a fim de evitar aglomerações nas agências. Sobre esta reivindicação, o banco respondeu que está discutindo junto à Fenaban a implantação de um sistema de agendamento, principalmente nas cidades mais populosas e com maior número de casos, como São Paulo. 

– A fim de permitir critérios justos e igualitários para todos os trabalhadores do sistema financeiro, foi cobrado do Santander que a alteração do banco de horas implementada pela instituição espanhola seja discutida na mesa de negociação com a Fenaban.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo

Arte: Linton Publio