Importantes reflexões marcam a 21ª Conferência Estadual dos Bancários

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Reunidos, em Porto Alegre, no dia seis de junho, representantes do Sindicato se somaram a bancários e bancárias de todo o Rio Grande do Sul para debater os impactos da atual conjuntura política e econômica para a categoria. Um dos principais temas abordados foi a Reforma da Previdência, que contou com um relato do deputado federal Henrique Fontana (PT). Em sua fala, o parlamentar foi categórico ao afirmar que o futuro é bastante preocupante para os aposentados, uma vez que irá intensificar a desigualdade social no Brasil. Diante desse cenário, o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socieconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, destacou a importância dos sindicatos ficarem atentos. “O governo atual tem uma visão ideológica clara de que no Brasil todos os sindicatos devem ser eliminados”, alertou.

Bancos Públicos

Representando o Sindicato no Encontro do Banrisul, os diretores Paulo Fouchy, Rafael Silva, Raquel Oliveira e Gerusa Borges destacaram que, neste segundo semestre, estão previstas uma série de atividades em defesa da manutenção do caráter público do banco. No dia 24 de agosto ocorre o Encontro Nacional do Banrisul e, no dia 12 de setembro, dia de aniversário do banco, serão realizadas atividades de conscientização da população sobre os impactos econômicos e sociais de uma possível privatização do Banrisul. Também estão sendo previstas realizações de audiências públicas, por todo estado. “A categoria precisa se mobilizar ainda mais. Esse é um momento decisivo não só para nós, funcionários do Banrisul, mas para toda a população gaúcha, sobretudo a do interior do estado, que certamente sofreria prejuízos com a demissão de funcionários e fechamento de agências”, alertou o diretor Paulo Fouchy.

Participando do Encontro da Caixa, o diretor Leandro Ramos enfatizou a tentativa do governo Bolsonaro de enfraquecer o banco. “Com a devolução dos R$ 3 bilhões para a União, o presidente da Caixa dá indícios de que mais recursos, relativos à concessão de crédito, serão perdidos. E isso, consequentemente, levará à necessidade do banco privatizar suas operações”, enfatizou. O encontro dos funcionários da Caixa também tratou do combate à reestruturação do banco e do apoio ao PDC 956, de 2018, que revoga a CGPAR 23, com manutenção dos planos de saúde para todos os trabalhadores (incluindo os aposentados e os novos funcionários).

Já no encontro do Banco do Brasil (BB), estiveram em discussão temas importantes. Além da necessidade de mobilização, permanente, pela retomada da mesa de negociação da Cassi, esteve em pauta, também, a criação de uma campanha em defesa do banco público que esteja voltada para o funcionalismo. Neste segundo semestre, está prevista a retomada das audiências públicas nas câmaras de vereadores das cidades do interior do estado. Por fim, foi consenso, entre os funcionários do BB, a contrariedade em relação ao uso da tecnologia para fins de controle do funcionalismo e a necessidade de redução da jornada de trabalho.

Bancos Privados

Representando o Sindicato, no Encontro do Bradesco, os diretores Sérgio Seus e Fábio Furtado identificaram uma série de arbitrariedades que precisam ser solucionadas pelo banco. Conforme alertaram os diretores do Sindicato, a cedência de funcionários para outras agências, por exemplo, tem acarretado muitos transtornos, já que, sem a presença de um substituto, o intervalo para o almoço só está ocorrendo após o fechamento da agência. Na avaliação do diretor Fábio Furtado, o Encontro foi bastante positivo. “Percebo que o acordo coletivo, realizado há dois anos, tentou enfraquecer a base, mas estas reuniões de mobilização, diálogo e debates são a prova de que o movimento continua forte e que busca manter as conquistas alcançadas pela categoria”, destacou.

Presente no encontro do Santander, o diretor Luis Diogo chamou a atenção para as discussões em torno às metas abusivas, que levam ao afastamento dos funcionários. A ideia é fazer uma denúncia junto ao Ministério Público. Além disso, o dirigente sindical falou da preocupação com relação à MP 881, promulgada em abril deste ano pelo presidente Jair Bolsonaro, que pretende obrigar os bancários a trabalharem aos finais de semana. “A proibição do trabalho, aos sábados, é uma conquista antiga da categoria e precisamos ter assegurado o nosso período de descanso”.

Imprensa Seeb Pelotas