Encontro do Bradesco expõe aplicação do pacote completo de retrocessos

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Desde que a Reforma Trabalhista passou a vigorar como a Lei 13.467, em novembro do ano passado, o Bradesco virou a chave. Essa mudança de comportamento ficou ainda mais evidente durante o Encontro Estadual dos Banco Privados, ocorrido, no último dia 19 de maio, na Casa dos Bancários, em Porto Alegre. A decisão dos funcionários do banco foi de resistir e se mobilizar para manter direitos na Campanha Salarial 2018, que já está em andamento.

Por isso, foi elaborado um relatório, na reunião específica do banco, em que chamam a atenção para aspectos decisivos para a qualidade de vida e produtividade e que deverão ser apresentadas na Conferência Nacional de 7 a 10 de junho em São Paulo. Tem funcionário do Bradesco adoecendo por causa do acúmulo de função. Não há reposição de novos quadros e, para piorar, as metas crescem com o adoecimento. E o plano de saúde deixou de ser para todos.

O banco lançou PDVs e, como há muito funcionário adoecido afastado, contratou muito menos do que é necessário novos funcionários. O efeito disso é sobrecarga e um apagão de mão de obra. Assim, o Bradesco faz com que os bancários desempenhem múltiplas funções. O acúmulo de tarefas vira desvio de função e o supervisor pode virar caixa, que, por sua vez, também pode vender uns produtos. E as funções administrativas e de operação já são vistas pela diretoria do banco como “a mesma coisa”.

Demora nas promoções

Todo esse comportamento dos banqueiros do Bradesco está diretamente ligado à reforma trabalhista. É tempo de golpe nos direitos dos trabalhadores que vai exigir muita participação de todos nós na Campanha Salarial 2018. Porque o Bradesco não apenas está demitindo, mas está segurando as promoções e, quando demite, não respeita nem os colegas que estão naquela fase de pré-aposentadoria.

Neste momento, estão em risco os direitos que os bancários conquistaram com muita luta, caso o Acordo Coletivo Nacional , de 2016, válido por dois anos, não seja renovado na mesa de negociação com a Fenaban, até 31 de agosto. PLR, vales e outros benefícios, como o piso nacional, estão em risco com o fim da ultratividade, quer dizer, a garantia de que os direitos continuem valendo enquanto o Acordo Coletivo Nacional não é assinado na mesa de negociação com a Fenaban em 2018.

Assédio moral

A cereja do bolo dos ataques que o Bradesco pratica contra os funcionários do banco vem sob a forma da velha prática equivocada para impor produtividade. Em vez de motivar, o Bradesco cobra metas abusivas mediante assédio moral. E, claro, os bancários acabam adoecendo. Ao invés de melhorar as condições de trabalho, a “solução” adotada pelo Bradesco tem sido de descredenciar os bancários do plano de saúde, principalmente os que trabalham no interior. O pacote de retrocessos está completo no Bradesco. Resta aos bancários denunciar essa exploração.

Com informações Imprensa SindBancários