O que cria emprego é economia estável, não retirada de direitos

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Programa dos bancários de São Paulo aponta consequências do projeto que mexe na CLT. Objetivos do governo são reduzir direitos, dificultar acesso à Justiça e enfraquecer sindicatos

 

A “reforma” trabalhista em fase final de tramitação no Senado foi o tema do programa Momento Bancário com a Presidenta, do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, exibido ontem (4) à noite. “O projeto é todo ruim. É até difícil ressaltar o que é pior”, comentou o advogado trabalhista Angelo Antonio Cabral, mestre em Direito pela Universidade de São Paulo.

Artigo de Roberto Setubal, copresidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco, publicado no último domingo (2) no jornal Folha de S.Paulo, foi um dos principais temas do debate. Apenas no primeiro trimestre, o próprio Itaú Unibanco viu o seu lucro líquido crescer 19,6% em relação a igual período de 2016, para R$ 6,176 bilhões. Mesmo ganhando muito dinheiro, os bancos demitiram muito. O projeto trabalhista visa a reduzir direitos, dificultar o acesso à Justiça e consequentemente enfraquecer a organização sindical.

O advogado lembra que a intenção de dificultar o acesso ao Judiciário se baseia em um “mito de que o Brasil é um campeão de reclamações trabalhistas, como se isso se devesse exclusivamente a uma má vontade dos trabalhadores ou a um desejo de obter vantagens que são indevidas”. Ele observa que na maior parte dos casos as ações se referem a direitos básicos que não são cumpridos, como pagamento de verbas rescisórias.

Assista aqui à íntegra do programa:

 

Com informações da RBA

 

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