Brasil é capaz de reduzir jornada do trabalhador

Mesmo com a saúde do trabalhador e as condições de trabalho sendo mais importantes do que os interesses da economia, o debate público insiste em girar em torno de como a redução da jornada semanal pode influenciar os setores produtivos. A discussão se torna mais desprezível ao acontecer ao mesmo tempo em que a Câmara dos Deputados avança na criação de uma escala de três dias de trabalho por um de folga para seus próprios servidores, com possibilidade de pagamento dessas folgas.

Enquanto o Congresso amplia benefícios internos, estudos mostram que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais tem impacto pequeno sobre a economia. Nota técnica do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indica que os custos seriam parecidos com os já absorvidos em reajustes do salário mínimo ao longo dos anos, sem prejuízo relevante para o emprego.

Nos principais setores da economia, como indústria e comércio, que concentram mais de 13 milhões de trabalhadores, o impacto direto da redução da jornada ficaria abaixo de 1% do custo operacional. 

Ainda assim, a maior parte dos trabalhadores formais segue submetida a jornadas longas, principalmente em empresas menores, com salários mais baixos e menor remuneração por hora trabalhada. 

Fonte: Seeb BA

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