Bancários do BB no RS reúnem-se para debater reestruturação

Diante do anúncio feito pela direção do Banco do Brasil de que haverá um novo processo de reestruturação, a Fetrafi-RS realiza Plenária Estadual do BB nesta sexta-feira (30) para discutir os impactos das medidas com a categoria.

Apesar de o Banco ter chamado a Comissão de Empresa no dia anterior para dialogar, o encontro não trouxe detalhes concretos sobre as mudanças, limitando-se ao anúncio da divulgação de dados no dia seguinte.

Segundo Priscila Aguirres, representante do RS na CEE do Banco do Brasil, o que veio a público, no entanto, foram apenas as chamadas “oportunidades”: a criação de cerca de 1.100 cargos comissionados, todos destinados a promoções internas, sem novas contratações. Segundo o Banco, não haveria descomissionamentos nem fechamento de agências.

Para Priscila, o anúncio precisa ser analisado com cautela. “O Banco vinha negando que houvesse uma reestruturação em curso, apesar de todos os indícios. Quando finalmente nos chamou para conversar, não apresentou o desenho das mudanças, apenas informou que seriam divulgados dados. Mas até agora não sabemos como ficará a realidade nas agências”, ressalta.

A sindicalista atenta para o histórico recente e pede atenção redobrada. “No ano passado, durante a reestruturação da PSO e dos caixas, o discurso também foi de tranquilidade, de que haveria espaço para todos. A prática mostrou que nem sempre o que é anunciado se confirma no dia a dia”, lembra.

Falta de informações

Outro ponto que preocupa o Movimento Sindical é a alta de informações completas sobre a lotação das unidades após a reestruturação. O mapa divulgado pelo Banco do Brasil indica onde foram abertos os cargos comissionados, mas não apresenta detalhes sobre como ficará a distribuição dos trabalhadores nas agências.

“Sem essa informação, não é possível avaliar os impactos reais da reestruturação. Sabemos que muitas agências devem passar para o perfil loja, mas também há relatos de superintendências de que não haverá alterações no atendimento de caixa. São dados fragmentados, que exigem acompanhamento permanente”, alerta Priscila Aguirres.

De acordo com o Banco do Brasil, os próximos 30 dias serão marcados por intensa movimentação interna, com a abertura dos sistemas para SACR e a divulgação das vagas para o preenchimento dos cargos comissionados. Para o Movimento Sindical, esse período será decisivo para compreender os efeitos concretos das mudanças anunciadas.

“Nosso papel é acompanhar de perto, ouvir os colegas nas agências e agir sempre que houver impacto negativo nas condições de trabalho. O que está sendo apresentado parece bonito no papel, mas precisamos verificar como isso se materializa na prática”, diz Priscila.

A Comissão de Empresa reforça que está à disposição para receber relatos dos trabalhadores e dirigentes sindicais de todo o País. O objetivo é monitorar os efeitos da reestruturação, identificar possíveis problemas e atuar na defesa dos direitos, das condições de trabalho e da saúde dos empregados do Banco do Brasil.

ASSISTA AO VÍDEO >> https://www.instagram.com/reel/DUB8ZfCj-Pp/?igsh=MXgyNm5vbWlqMDlvbQ==

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https://us06web.zoom.us/j/82692129022?pwd=wziOQ1AGL7Z18Get7IV4beEc4QI7Fz.1

ID da reunião: 826 9212 9022
Senha: 992815

Fonte: Assessoria de Comunicação da Fetrafi-RS

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