Governo do Estado confirma transmissão comunitária da variante Delta no RS

Design sem nome (10)

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) confirmou, na tarde do último sábado (24), a transmissão comunitária da variante Delta (B.1.617.2) do coronavírus no Rio Grande do Sul. O conceito de transmissão comunitária ou local é definido quando o contágio entre pessoas ocorre no mesmo território, sem histórico de viagem ou sem que seja possível definir a origem da transmissão, não sendo possível identificar de quem se contraiu a doença.

Ao longo da última semana, foram confirmados no Estado os três primeiros casos da variante, detectada primeiramente na Índia. Os dois primeiros casos confirmados no RS foram de residentes do município de Gramado, que possuem vínculo e contraíram a covid-19 na cidade. Já o terceiro, foi confirmado em um morador de Nova Bassano, que contraiu a doença em viagem ao Rio de Janeiro.

Segundo a diretora Cevs, Cynthia Molina Bastos, a confirmação do primeiro caso de Gramado por sequenciamento genético completo pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e o aumento de prováveis casos de contaminação por essa linhagem identificadas pelo Cevs indicam que há circulação comunitária. “A vacina protege contra essa variante, especialmente após a segunda dose no caso dos imunizantes que precisam de reforço, mas a vacinação não impede que que a pessoa se contamine e siga transmitindo o vírus. Por isso é preciso manter todos os cuidados de proteção contra a covid-19 independente de ter tomado a vacina, principalmente quem possui qualquer fator de risco para complicações da doença”, disse a diretora.

Além dos três casos confirmados, o Estado registra outros 11 casos suspeitos: cinco com amostras em análise na Fiocruz – mais um de Gramado, que também teve contato com o primeiro caso confirmado, dois de Sapucaia do Sul, um de Esteio e um de Canoas -, e seis amostras que deverão ser enviadas ao laboratório na próxima segunda-feira (29), de residentes de Alvorada, Passo Fundo, Esteio, São José dos Ausentes, mais um de Sapucaia do Sul e Santana do Livramento.

O Cevs realiza, pelo Laboratório Central do Estado (Lacen/RS) e pelo Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CDCT), testes preliminares para a identificação desses casos suspeitos, incluindo sequenciamento parcial. As análises determinam se a amostra é uma provável variante de preocupação a partir da identificação de mutações específicas que são diferentes entre os tipos de vírus. Ao serem enviadas para a Fiocruz, as amostras passam por um sequenciamento genômico completo, que fornece detalhes do perfil de mutações e classifica com precisão a linhagem de cada amostra.

Fonte: Sul 21