Fim do auxílio emergencial leva 17 milhões de pessoas para abaixo da linha de pobreza

Aplicativo auxílio emergencial do Governo Federal.

Ao longo do ano de 2020, milhões de brasileiros precisaram do auxílio emergencial para sobreviver durante a pandemia. Agora, com o fim do auxílio se aproximando, as perspectivas são preocupantes.

Uma pesquisa do Instituto Datafolha mostra que 75% dos beneficiários do auxílio emergencial reduziram a compra de alimentos, 65% cortaram despesas com remédios, 57% diminuíram o consumo de água, luz e gás e 55% deixaram de pagar as contas da casa por causa da redução do valor do benefício. Mais da metade dos beneficiários também reduziu os gastos com transporte (52%) e/ou parou de pagar escola ou faculdade (51%). Cerca de 17 milhões de pessoas viverão abaixo da linha de pobreza a partir de janeiro, com o fim do auxílio emergencial decretado por Bolsonaro.

Entre os que receberam o benefício emergencial, a parcela daqueles que sofreram uma redução de renda é de 51% em dezembro. Com o fim do auxílio emergencial a partir de janeiro, por decisão do governo Bolsonaro, a redução do auxílio emergencial pela metade já colocou a renda de cerca de 7 milhões de pessoas abaixo do nível de pobreza, de até R$ 5,50 por dia em outubro deste ano, em relação ao verificado em setembro. Esse número deve subir para quase 17 milhões após a extinção do benefício, no início de 2021, de acordo com estudo do pesquisador do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Fonte: RadioCom, com informações Seeb Pelotas