Aumento nas metas e mudanças rotineiras no Conquiste contribuem para o adoecimento dos empregados

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É fato a falta de rumo da gestão Pedro Guimarães. A rede de atendimento é uma das áreas mais afetadas pela ausência de orientação clara da direção da Caixa Econômica Federal. O aumento nas metas e a alteração no Conquiste, sistema de mensuração e acompanhamento de resultados do banco, vêm prejudicando a gestão das unidades em todo o país. Como resultado disso, notas são derrubadas e o adoecimento dos empregados, que já estão trabalhando acima dos seus limites, tende a crescer de maneira abrupta.

Nos últimos dias, por iniciativa da Vice-Presidência Rede de Varejo (Vired), os empregados, com condições de trabalho cada vez mais precárias, foram surpreendidos com mudanças nas métricas, no volume das metas e até nos itens do Conquiste. Há relatos de itens excluídos e outros que foram incluídos, situação que não ocorria até recentemente. Parece até que a atual gestão do banco não sabe nem o que pretende medir, dado que as mudanças no Conquiste são rotineiras. 

De acordo com denúncias divulgadas, um dos itens excluídos foi o “home broker”, que é o principal meio de acesso à Bolsa de Valores para negociar ativos como ações. Coincidência ou não, a cobrança sobre o “home broker” teve maior peso no período em que a direção da Caixa fomentava a perspectiva do IPO de áreas como a Caixa Seguridade em um horizonte mais próximo.

As frequentes alterações no Conquiste têm deixado os empregados indignados, apreensivos e inseguros. Algumas das situações emblemáticas ocorreram, por exemplo, em agências de São Paulo, com registro de queda de 10 pontos, em média. Isso porque, antes das mudanças, boa parte das unidades paulistas estavam classificadas em Alta Performance, muitas com metas batidas até o fim do ano.

Fonte: Fenae, com edição Seeb Pelotas

Arte: Seeb Pelotas