Bancos reservam R$ 72 bilhões para cobrir calotes

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O Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander, os quatro maiores bancos com capital de aberto do país, separaram, de janeiro até setembro, R$ 72,1 bilhões em reservas para cobertura de possíveis eventuais calotes. As empresas costumam usar a estratégia para maquiar a lucratividade alta.

A quantia separada para este ano ultrapassa o valor provisionado em todo o ano passado (de R$ 61,2 bilhões) e é 8,9% maior do que os R$ 66,2 bilhões, registrados em 2016, quando houve a maior reserva.

Somente o Itaú provisionou R$ 24,3 bilhões de janeiro a setembro deste ano. O Bradesco separou R$ 21,2 bilhões para cobrir possíveis calotes. BB foi responsável por provisionar cerca de R$ 17 bilhões. Já o Santander reservou R$ 9,7 bilhões. 

A PDD (Provisões de Devedores Duvidosos) é um velho truque contábil utilizado pelos bancos para, uma maquiagem nos resultados. Além de baixar o lucro líquido divulgado, compromete o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) da categoria. 

Fonte: SBBA