Mobilizações retiram venda de estatais da reforma administrativa

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Fenae e movimento sindical têm atuado fortemente para conter a agenda de privatização do governo

As mobilizações da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), do movimento sindical e da sociedade contra a privatização da Caixa e de outras empresas públicas têm ecoado no Executivo. Um exemplo foi a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Reforma Administrativa, que terminou sendo apresentada pelo governo,  na última quinta-feira (03), com dois pontos a menos, retirados após pressão de servidores, entidades representativas e parlamentares, como informou o jornal  Folha de São Paulo, no dia 4 de setembro.

Segundo a coluna Painel, os pontos excluídos foram: o artigo que criava um “fast track”, dispositivo que iria acelerar a privatização das estatais, e o artigo que acabaria com a licença remunerada de servidores que se lançarem candidatos.  

O fast track inserido na proposta poderia impulsionar a pauta de privatização da Caixa, que já tem na agenda as aberturas de capitais das subsidiárias, como Caixa Seguridade e Cartões. Segundo o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, o recuo mostra que as mobilizações são essenciais para defender a Caixa 100% pública.

População é contra a privatização

Conforme mostram os dados de uma pesquisa feita pela Revista Fórum, não são apenas as entidades representativas que repudiam a venda da Caixa. O estudo, realizado entre os dias 14 e 17 de julho, mostra que  60% dos brasileiros são contra a privatização da Caixa. “Sabemos que a população apoia a Caixa e a pesquisa mostra isso. Foi a Caixa, com o excelente trabalho dos empregados, que conseguiu pagar o auxílio emergencial para mais de 67 milhões de pessoas. A Caixa é fundamental para o desenvolvimento do país e é reconhecida pela população”, avaliou Takemoto.

Com informações Fenae

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil