Bancos exploram: Fenaban quer acordo de reajuste zero por dois anos

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Após 11 rodadas de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) segue mantendo uma proposta rebaixada para a categoria. Conforme divulgado pelos representantes do Comando Nacional, no site da Contraf-CUT, nesta terça-feira (25), foi proposto um abono de R$ 1.656,22 para este ano e de R$ 2.232,75 para 2021.

Além disso, os representantes dos bancos retornaram com a figura do abono salarial, que não repõem metade da inflação do período e pioraram ainda mais a proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O Comando rejeitou a nova proposta na mesa e vai se basear na resposta que a categoria dará nas assembleias para definir as próximas ações.

Nesta quarta-feira (26), novamente às 14h, o Comando Nacional d@s Bancári@s se reúne com a Fenaban para uma nova tentativa de negociação.

PLR

Na proposta de PLR feita nesta terça-feira pelos bancos, apesar de terem retornado alguns valores fixos aos patamares atuais, os bancos mantiveram a redução do percentual da parcela adicional e a redução do acelerador da regra básica. Além disso, trouxeram uma questão nova que não havia surgido nas outras propostas: uma limitação do valor que os bancos poderão gastar com PLR ao mesmo percentual distribuído em 2019. Como em 2019, os lucros dos bancos bateram recordes, os percentuais deste lucro distribuídos foram pequenos.

Agora os bancos querem replicar esses percentuais pequenos, mas em cima de um lucro inferior, o que irá piorar ainda mais o valor que os bancários receberiam este ano. Na primeira proposta da Fenaban, no dia 14, os 3 maiores bancos privados distribuiriam em média 6,8% de seus lucros líquidos. Na segunda proposta, no sábado (22), esse percentual aumentaria para 6,9%. Já na proposta desta terça-feira (25), em função da inclusão do limitador o percentual distribuído seria de 6,2%, que foi o patamar de 2019. Veja as diferenças para o salário médio da categoria:

Os bancos também mantiveram a proposta de reduzir os limites de distribuição do lucro líquido. Na atual Convenção Coletiva de Trabalho, esse limite mínimo é de 7% (5% de regra básica mais 2,2% de parcela adicional) e o limite máximo de 15% (12,8% de regra básica mais 2,2% de parcela adicional). Os bancos propõem uma redução de 0,2% nas parcelas adicionais, seja no limite mínimo ou no máximo.

Como a Fenaban não atendeu a nenhuma das pautas da Minuta aprovada pela categoria, sindicatos de todo o país devem entrar em processo de assembleia permanente para avaliar eventuais mudanças nas negociações nos próximos dias.

Os bancários realizam um novo tuitaço nesta quarta-feira (26), às 13h, com a #BancosExploram para pressionar a Fenaban a fazer uma proposta decente para a categoria.

Com informações da Contraf-CUT