Facebook derruba rede de fake news ligada à família Bolsonaro com 73 contas

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O Facebook anunciou ontem, quarta-feira (8), que derrubou uma rede de distribuição de fake news e perfis falsos ligada ao PSL e a funcionários dos gabinetes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e dos deputados estaduais bolsonaristas Anderson Moraes (PSL-RJ) e Alana Passos (PSL-RJ).

Técnicos da rede social identificaram 35 contas, 14 páginas e 1 grupo, além de 38 contas no Instagram, que pertence ao Facebook. O grupo contava com 350 participantes. Já as páginas no Facebook somavam 883 mil seguidores, e os perfis do Instagram, 917 mil.

O material postado pela rede eram conteúdos relacionados às eleições, memes políticos, críticas à oposição, ataques a empresas de mídia e jornalistas, além de material enganoso relacionado ao coronavírus. Segundo a rede social, parte do material já havia sido removido da plataforma por violar os padrões de comunidade, incluindo conteúdos com discurso de ódio.

O Facebook anunciou a remoção em uma transmissão online para jornalistas. Trata-se de uma operação global para combater redes de desinformação que operavam através da plataforma em vários países. Além do Brasil, foram derrubadas redes em Estados Unidos, Ucrânia, El Salvador, Argentina, Uruguai, Venezuela, Equador e Chile.

“Não podemos afirmar a ligação direta das pessoas citadas, mas podemos afirmar que pessoas associadas a eles e a seus escritórios se envolveram em comportamento inautêntico na plataforma”, afirmou Nathaniel Gleicher, diretor de Cibersegurança do Facebook, sobre a rede bolsonarista.

Segundo o executivo, não há indícios de contratação de uma empresa para operar a rede no Brasil, como em outros países da América Latina. No entanto, os perfis e páginas teriam gasto um total de US$ 1,5 mil em anúncios no Facebook.

Os detalhes da rede brasileira estão disponíveis no site do Atlantic Council’s Digital Forensic Research Lab, que pesquisa desinformação no Facebook.

Fonte: Sul21

Foto: Reprodução/Twitter