Bancários se somam às manifestações desta terça-feira (13)

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Estudantes, professores e demais trabalhadores vão às ruas em defesa da educação e do direito à aposentadoria

Os bancários de Pelotas e Região se somam aos estudantes, professores e trabalhadores de várias categorias, nesta terça-feira (13), nas atividades do Dia Nacional de Mobilizações em defesa da educação e contra a Reforma da Previdência.  A Greve Nacional da Educação, que tem como foco a contrariedade ao programa Future-se, está com atividades previstas a partir das 16h30min, no largo do Mercado Público. Às 18h haverá uma marcha pelas ruas da cidade denunciando os riscos de suspensão das atividades acadêmicas na UFPel e IFSul por conta do descaso do governo com a educação pública.

Future-se 

Apresentado pelo governo federal no dia 17 de julho, o Programa Future-se prevê a necessidade de captação de recursos junto à iniciativa privada. Essa medida levaria à privatização do ensino público, com a utilização das parcerias público-privadas e o uso dos fundos de investimentos, sendo o projeto administrado por meio de um fundo privado. No caso das IFES, existe a intenção de que a gestão passe a ser realizada por organizações sociais de caráter privado, criando uma grande incerteza em relação ao futuro profissional e a carreira dos atuais servidores públicos, os quais passam a poder ser cedidos de acordo com os interesses dessas organizações.

Reforma da Previdência

Dentre as mudanças propostas para a Previdência, está a instituição da obrigatoriedade de idade mínima para aposentadoria, que passa a ser de 65 anos para os homens e 62 para mulheres. Além disso, para receber 100% do benefício, o trabalhador deverá contribuir por 40 anos. O tempo mínimo de contribuição será de 15 anos para mulheres e de 20 anos para homens. Neste caso, receberão apenas 60% do benefício.

O cálculo do benefício também muda, reduzindo os valores que serão pagos aos trabalhadores. Atualmente, os valores são calculados levando em conta 80% dos maiores salários de contribuição. Apenas os maiores valores são utilizados no cálculo. Com a reforma da Previdência, os valores passam a ser calculados pelo total das contribuições, mesmo as de menor valor. Isso derruba o valor médio das contribuições e leva à redução do benefício a ser pago aos trabalhadores.

Com informações da Assessoria ADUFPel e da Contraf-CUT