Bancos frustram primeira rodada de negociação

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Fenaban chega à mesa sem resposta sobre proposta de pré-acordo para garantir validade da CCT após 31 de agosto, que foi apresentada já na entrega da pauta de reivindicações, em 13 de junho; próxima rodada foi marcada para 12 de julho

A primeira rodada de negociação com os bancos, na quinta-feira 28, foi frustrante para os trabalhadores. A Fenaban (federação dos bancos) não levou para a mesa nenhuma resposta sobre o pré-acordo para garantir a validade da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) depois de 31 de agosto, proposta que foi apresentada pelo Comando Nacional dos Bancários, que representa os trabalhadores na mesa de negociação, já na entrega da pauta, ocorrida em 13 de junho. E também não foi estabelecido nenhum calendário para as próximas negociações. A única data estabelecida foi 12 de julho para a segunda rodada.

O princípio da ultratividade, extinto pela nova lei, garantia a validade de um acordo até a assinatura de outro. Assim, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária perde a validade em 31 de agosto deste ano. Sem um pré-acordo, todos os direitos previstos na CCT, que são conquistas históricas da luta dos bancários, tais como: jornada de seis horas, PLR, VA e VR e estabilidade pré-aposentadoria correm risco.

A segunda rodada foi marcada para 12 de julho, às 10h, por conta da agenda dos bancos. A Campanha foi antecipada este ano justamente por conta do risco do fim da ultratividade, e também porque será a primeira após a vigência da nova lei trabalhista, que retira direitos. A expectativa é de que, no dia 12, os bancos tragam uma resposta sobre a ultratividade da CCT. E não repitam a frustração da primeira rodada de negociações.

Este ano, a Fenaban chega à mesa com novo negociador: Adauto de Oliveira Duarte assumiu o cargo, substituindo Magnus Apostólico.

 

Com  informações da Redação Spbancarios

Foto: Jailton Garcia/Contraf-CUT