94 anos de Voto Feminino: uma garantia formal, mas ainda sem poder real

Em 24 de fevereiro de 1932, no governo de Getúlio Vargas, as mulheres, enfim, conquistaram o direito a votar e de serem votadas. Porém, mesmo após 94 anos – entre eles, com um período de 21 anos de Ditadura Militar -, as mulheres ainda seguem enfrentando desafios nos processos de participação e representação política.

De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), o Estado possui um eleitorado feminino de 4.458.553 eleitoras, que corresponde a 53% dos 8.427.556 eleitores totais. Porém, ao analisar esses números em questão de representatividade, o cenário é bem inferior. 

Representação feminina em números

Em um recorte dentro do cenário das últimas disputas eleitorais, 2022 e 2024, no contexto do Rio Grande do Sul, apesar das mulheres serem maioria no eleitorado do Estado, isso não se reflete no número de candidatas eleitas. O que mostra que ainda existe uma desigualdade dentro dos espaços públicos de representação.

Nas eleições gerais de 2022, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram 473 candidaturas de mulheres à cargos eletivos nos poderes legislativos (Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado Federal). Desse número, apenas 18 foram eleitas (11 deputadas estaduais, 6 deputadas federais e uma suplente de senador), sendo a representação feminina no Estado do Rio Grande do Sul de apenas 20%, enquanto os homens representam 80% dos cargos e o total de 71 eleitos. 

No cenário das eleições municipais de 2024, em que o Rio Grande do Sul tem 497 municípios, foram 129 mulheres candidatas à prefeita, representando apenas 11% das candidaturas. Desse número, apenas 39 foram eleitas, chegando a marca de 8%. Nas Câmaras de Vereadores, o número também é inferior. Foram 9.678 mulheres candidatas à vereança, sendo 36,42% do total de candidaturas, e apenas 1.046 foram eleitas, chegando na margem dos 21%.

Machismo e violência de gênero reforçam a desigualdade nos espaços de poder

Os dados mostram que as mulheres ainda ocupam um espaço muito pequeno nos lugares de representação. Mesmo após quase um século de uma conquista simbólica, as mulheres enfrentam desafios constantes para estarem nesses locais e lutarem contra essa desigualdade. 

Fonte: Bancários Poa

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