Irresponsabilidade das empresas com a saúde mental
A pressão do setor empresarial por um novo adiamento para a aplicação de multas nas empresas que não implantarem as mudanças exigidas pela NR-1, que define as disposições gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais, regulamentando as demais normas de saúde e segurança no trabalho, dá a exata dimensão de como os patrões negligenciam o bem-estar dos trabalhadores. O compromisso é zero.
Apesar da medida valer desde maio do ano passado, com a obrigatoriedade de que as organizações adéquem o ambiente e mapeiem os riscos à saúde mental dos trabalhadores, a possibilidade de multa iria valer a partir de maio deste ano. Agora, já não se sabe.
Lamentavelmente, mas não surpreendentemente, a maioria dos setores não utilizou o período para avançar na adaptação. De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o setor financeiro foi um dos poucos que informou estar preparado para seguir com a implementação da NR-1, não por pura bondade do mercado de capitais, mas graças à organização do movimento sindical bancário e cobrança da categoria, que ocupa o topo do índice de adoecimento.
Dados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) compilados pela plataforma Smartlab mostram que gerentes de banco estão na segunda posição e escriturários na terceira colocação no ranking de profissionais com mais pedidos de afastamento por transtornos mentais reconhecidos como doença ocupacional (B91) entre 2012 e 2024.
Fonte: Seeb BA



