Pré-Conferência Antifascista reúne organizações em Pelotas e reforça mobilização democrática
Pré-Conferência Antifascista reúne organizações em Pelotas e reforça mobilização democrática
No último sábado, 28 de fevereiro, a cidade de Pelotas se tornou palco de um momento significativo na resistência democrática brasileira. A Pré-Conferência Antifascista reuniu 190 participantes e 30 organizações sociais em uma jornada de debates que se estendeu por todo o dia, dividida entre os turnos da manhã e da tarde. O Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região esteve representado pelo diretor de comunicação e cultura, Lucas Cunha.
A atividade teve como objetivo fortalecer a articulação regional em defesa da democracia, dos direitos sociais e da soberania popular, além de debater estratégias de enfrentamento ao avanço da extrema direita e das pautas autoritárias no Brasil e no mundo. Durante o evento, Lucas destacou a importância de avançar da reflexão política para iniciativas concretas de organização e mobilização. “Precisamos focar na necessidade de ações práticas no combate ao fascismo. Para isso, é fundamental reestruturar e rearticular um fórum local que reúna partidos políticos, movimentos sociais, sindicatos e todas as organizações dispostas a construir esse espaço coletivo de debate e ação”, afirma o dirigente sindical.
Articulação
Segundo ele, a construção de uma articulação ampla pode fortalecer a capacidade de intervenção política das entidades da região. “A ideia é retomar algo semelhante ao que já tivemos no passado, como a Frente Brasil Popular, ou mesmo construir uma frente ampla local. Um espaço que reúna diferentes forças políticas para debater a situação do país e do mundo e atuar coletivamente”, sugere Lucas.
O sindicalista também defendeu que essa articulação tenha como base três eixos estratégicos: organização política, formação e comunicação. “A partir dessa frente ampla, sugerimos trabalhar um tripé: organização, formação e comunicação. Isso passa por fortalecer instrumentos que já existem, como a RádioCom na comunicação e o Instituto Mário Alves na formação política, além de retomar a frente ampla como espaço de articulação das entidades”, propõe.
Para o dirigente sindical, a mobilização antifascista passa também por valorizar estruturas e iniciativas já construídas ao longo da história dos movimentos sociais. “Precisamos valorizar o que já foi construído ao longo da nossa trajetória e que hoje muitas vezes está subaproveitado. Retomar e fortalecer esses espaços é fundamental para ampliar a capacidade de organização popular”, finaliza Lucas.
Conferência Internacional
A conexão estabelecida entre a luta local e a conferência internacional de Porto Alegre posiciona Pelotas como polo articulador da resistência antifascista no interior gaúcho, em um momento em que movimentos democráticos buscam reorganização frente aos desafios contemporâneos.
Redação: Vitor Valente/Seebpel

