Câmara realiza audiência pública para falar de alimentação orgânica

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Será realizada nesta quinta-feira (26) uma audiência pública sobre a importância da alimentação orgânica, proposição da vereadora Miriam Marroni (PT) em conjunto com o vereador Jurandir Silva (PSOL). A ação, marcada para as 15h, integra as atividades da 18ª Semana do Alimento Orgânico na Câmara Municipal de Pelotas. Participarão do encontro entidades vinculadas ao alimento orgânico, agricultores e consumidores.

A produção orgânica – além de não agredir o meio-ambiente por não usar agrotóxicos e manter o uso responsável da água, solo e demais recursos naturais – é importante para centenas de famílias na Zona Sul que optaram por esta forma de agricultura. Nos últimos anos, muitos agricultores decidiram abandonar uma forma mais agressiva de produção e migraram para o orgânico, por motivos de saúde e responsabilidade ambiental.

Segundo informações do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa), aproximadamente 50 famílias estão certificadas como produtores de orgânicos em Pelotas e região. O Capa informa, ainda, que há mais de 500 famílias (não-certificadas) voltas a este tipo de produção, entre kilombolas e agricultores.

São mais de 80 variedades de produtos, tendo como exemplos batata-inglesa, batata-doce, mandioca, pimentão, tomate, verduras, morango, ameixa, laranja e pêssego. Esse comércio movimenta mais de R$ 2 milhões por ano na economia regional. Esses dados, porém, são mais amplos se levar em consideração famílias vinculadas a outras organizações.

A audiência pública será no plenário da Câmara de Vereadores, às 15h. Antes, a rua 15 de novembro, em frente à Casa Legislativa, receberá o Feirão Agroecológico, a partir das 9h – serão comercializados produtos das feiras agroecológicas da associação Arpa-Sul, Akotirene, Terra Livre e Cooperativa Sul Ecológica.

Segundo a vereadora Miriam Marroni, a promoção da audiência pública sobre o tema é importante para alertar sobre a qualidade do alimento, a fim de evitar doenças. O Brasil é, desde 2008, o recordista mundial na utilização de agrotóxicos.

“O alimento tradicional começou a apresentar doenças e a assustar a todos. São mais de 3 milhões de pessoas intoxicadas pelos agrotóxicos em todo o mundo, não apenas os consumidores, mas também os agricultores, que sofreram diretamente com o envenenamento”, reforçou Miriam.

Estudos comprovam que a exposição prolongada aos agrotóxicos pode causar ataques ao sistema imunológico, câncer, má formação e problemas de infertilidade. A Universidade Federal do Mato Grosso, em parceria com o Instituto Fiocruz, identificou que o número de agricultores intoxicados dobrou entre 2007 e 2012 – de 5 mil para 10 mil – e o número de mortes saltou de 200 para 313 neste mesmo período.

Fonte: Assessoria de imprensa vereadora Miriam Marroni (PT)