Sindicato busca solução para acessibilidade na Caixa

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No final do mês de março, a Caixa Econômica Federal prorrogou o Projeto Remoto Excepcional até o dia 30 de abril, mas a medida está longe de resolver os problemas provocados pela forma com a qual o banco tem conduzido questões relacionadas ao contexto de trabalho dos funcionários, sobretudo daqueles que pertencem ao grupo de risco ou das PcDs (Pessoas com deficiência).

Uma das políticas adotadas pela Caixa, no transcorrer da Pandemia, foi a venda de alguns de seus prédios, argumentando, para isso, que “tinha muitos funcionários trabalhando em home office”. A medida afetou diretamente uma funcionária PcD da Caixa, que atua na Retri Pl – Tributos Pelotas, que, por enquanto, está se mantendo em home office devido às constantes renovações da autorização temporária.

No entanto, conforme alerta o delegado sindical Nathan Dias Irigoyen, este problema precisa ser solucionado de forma definitiva, já que, mesmo conseguindo o direito de permanecer em home office, a funcionária terá de se deslocar até a Agencia Pelotas – onde sua unidade de trabalho agora está localizada -, pelo menos duas vezes por semana, mesmo que lá não tenha acessibilidade para PcDs.

“A Retri está ocupando o quinto andar da Agência Pelotas, sendo que do quarto para o quinto andar, a escada ainda é em caracol, o que dificulta ainda mais o acesso de PcDs”, explica Nathan, ao ressaltar que existem laudos médicos respaldando a impossibilidade da colega realizar este percurso sem que seja feito um esforço prejudicial à sua saúde.

Em recente visita do Sindicato à agência, ficou esclarecido que tanto a gestora direta quanto a gestora da centralizadora, em Brasília, concordam em deixar a funcionária em home office de forma definitiva, mas uma diretriz da Caixa estaria dificultando esta possível solução.

No entanto, os diretores do Sindicato enfatizam que, embora, em parte, esta medida ajude a resolver o problema, ainda assim, caso a Retri não seja realocada em outro prédio ou não sejam realizadas as adaptações necessárias no local, ela ficaria submetida a um esforço excessivo para poder acessar o seu local de trabalho.

“Já estivemos em contato, também, com a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, e relatamos todo o problema. Além da situação da funcionária, que é PcD, a Caixa também tem insistido no retorno dos funcionários que pertencem ao grupo de risco, após a realização das vacinas, mas vemos como temerária esta medida, já que a Pandemia ainda não está solucionada e oferece risco de vida a essas pessoas”, explica o diretor Rafael Silva.

Conforme verificado pelo Sindicato, a situação dos funcionários da Retri, hoje trabalhando no quinto andar da Agência Pelotas, é extremamente precária. São 17 bancários ocupando um espaço no qual é impossível estabelecer o distanciamento mínimo de 1 metro entre eles, além de possuírem apenas um ar condicionado, que, hoje, encontra-se remendado com papelão.

Como se não bastasse, o recente decreto municipal que desobriga a utilização de máscaras em ambientes fechados oferece ainda mais riscos aos trabalhadores que possuem algum tipo de comorbidade, caso não sejam mantidos em home office.

Redação e foto: Eduardo Menezes – SEEB Pelotas e Região