Empresas devem adotar ações pela equidade racial

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Como retrato fiel do racismo estrutural do Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no primeiro trimestre de 2021, a taxa de desemprego por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos, que atingiu 11,9%, enquanto negros e pardos somados chegou a 35,5%. Para que haja mudanças significativas no quadro, as empresas devem adotar ações afirmativas que visem a equidade social como condição para combater a desigualdade racial.

O Cerrt (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) avalia que a discussão está centrada no racismo, que originou um sistema de opressão que cria, recria e retroalimenta as desigualdades há séculos. Com a pandemia, as diferenças foram ainda mais ressaltadas, deixando a população negra mais vulnerável.

Neste cenário, os empregadores têm a responsabilidade de alterar a estrutura racista, dando dignidade e igual oportunidade a pessoas negras. Mesmo quando uma pessoa negra está empregada, ela pode ser prejudicada na ascensão funcional, como na  carreira do Direito que, segundo o Censo Jurídico de 2018, mostrou que negros representam menos de 1% do corpo jurídico de grandes escritórios.

Na semana da Consciência Negra, diante da ausência do Estado por políticas públicas que visem igualdade, tem sido ressaltada a postura antirracista que deve ser adotada por pessoas brancas, quando quebram a hegemonia nos postos de trabalho, adotando como uma postura de indicação de profissionais negros. A população negra não aceita mais ficar de fora de um projeto de desenvolvimento socioeconômico, sendo obrigação e responsabilidade das empresas reduzir as desigualdades sociais.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia (SBBA)