Trabalhador fica com reajuste abaixo da inflação

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A política ultraliberal imposta aos brasileiros é um “prato” cheio para as empresas. Com o aumento do desemprego e o corte de direitos, o trabalhador fica sem muita opção é acaba aceitando todos os abusos, inclusive a falta de reajuste salarial.

Enquanto o grande capital, sobretudo o financeiro, lucra como nunca, dois terços dos reajustes salariais negociados em convenções e acordos coletivos ficaram abaixo da inflação. Os dados são do boletim Salariômetro.

A média do reajuste obtido no país foi de apenas 8%. Já a inflação acumulada de 12 meses até agosto) ficou em 10,4%. O levantamento mostra que apenas 9,5% das negociações resultaram em aumento real. Outras 23,5% tiveram ganhos iguais ao INPC – ou seja, apenas repuseram a inflação.

Para os especialistas, o desemprego recorde e a reforma trabalhista retiraram o poder de barganha do trabalhador enquanto a inflação corroí os salários. O pior é que o brasileiro não pode contar com o governo Bolsonaro, a serviço do grande capital. 

Só resta agora puxar o freio de mão e torcer para que nas eleições de 2022 as forças progressistas, que implementaram políticas capazes de fazer o país crescer e reduzir as desigualdades sociais, inclusive com a valorização do salário mínimo, saiam vencedoras. 

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia – SBBA