Caixa vai avaliar apontamentos dos empregados ao acordo de teletrabalho

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A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal se reuniu na manhã de ontem, terça-feira (24), para tratar sobre o acordo de teletrabalho e banco de horas em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus. A pauta, que é debatida desde 2020, e reforçada em todas as mesas de negociações, como na ocorrida em março, passou a ser debatida após a Caixa apresentar uma minuta para o debate, no final de junho, após nova cobrança da representação dos empregados.

Jornada de trabalho

O banco quer estabelecer que o controle da jornada em trabalho remoto seja facultativo e estabelecido mediante prévia negociação entre o empregado e o gestor. “Deixamos claro que o controle da jornada deve ser obrigatório e que, inclusive, trata-se de uma resolução aprovada no último Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa)”, disse o representante do Sindicato dos Bancários do ABC na CEE, Jorge Luiz Furlan.

Horas-extras

Ao tratar sobre o pagamento das horas trabalhadas a mais pelos empregados, o banco inseriu um paragrafo no qual tenta estabelecer “a composição de banco de horas para as horas extraordinárias”, numa proporção de uma hora de descanso para cada hora adicional trabalhada.

Polêmica

Um dos pontos mais polêmicos é cláusula sobre saúde e segurança do trabalho. O banco inseriu na minuta uma série de orientações de postura e rotinas, inclusive para a vida pessoal, e busca transferir ao empregado a responsabilidade por possíveis futuras doenças ocupacionais geradas devido ao trabalho realizado em home office. Um dos parágrafos da cláusula diz: “O empregado será responsável por observar as regras de saúde e segurança do trabalho, bem como seguir as instruções que constam desta Cláusula, a fim de evitar doenças e acidentes.”

Outros pontos

Existem ainda outros pontos de divergência, como a necessidade do funcionário em home office comparecer presencialmente ao local de trabalho. “Este é um direito da empresa e mesmo é bom que haja a presença de tempos em tempos para a convivência com os colegas, mas é preciso estabelecer um prazo de aviso prévio para que a pessoa consiga se programar”, observou Fabiana.

A Caixa ficou de analisar os destaques feitos pela representação dos empregados e responder assim que possível.

Mesa de negociações

Antes do fim da reunião a coordenadora da CEE/Caixa cobrou a realização de outras mesas de negociações para tratar de outros assuntos, como a implementação do GT de promoção por mérito e as mudanças na Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP).

Fonte: Contraf-CUT, com edição SEEB Pelotas e Região