“Coronavac está chegando a Pelotas, mas é preciso manter as medidas de proteção”, alerta Pedro Hallal

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Chegada das primeiras doses de coronavac a Pelotas não pode servir de desculpa para relaxamento nas medidas de segurança

Nesta última segunda-feira (18) – dia em que a Secretaria Estadual da Saúde (SES) anunciou o início da vacinação contra a Covid-19, no Rio Grande do Sul ,- Pelotas registrou mais um óbito, decorrente da contaminação da doença, e 90 novos casos.

Conforme anúncio do Governo do Estado, o município deve receber 12.400 doses da coronavac já nesta terça-feira (19). As vacinas, que foram fabricadas pelo Instituto Butantan, serão destinadas, inicialmente, aos profissionais da saúde; idosos acima de 60 anos, que residem em instituições de longa permanência, e para a população indígena.

De acordo com o ex-reitor e epidemiologista da UFPel, Pedro Hallal, a vacina tem dois componentes: a proteção individual e a proteção coletiva. O primeiro age de forma praticamente imediata, mas, o segundo, necessita de pelo menos três meses para dar resultado. “É importante que as medidas de cuidado prossigam, porque, mesmo com a vacinação em andamento, se as pessoas forem para a praia do Laranjal e aglomerarem é óbvio que irão contrair o vírus”, alertou.

Ainda de acordo com o pesquisador, a perspectiva de tempo para que a maior parte da população esteja imunizada pode variar de acordo com a forma como o Governo Federal irá agir a partir de agora. “Estou tentando fazer uma campanha para que o Brasil atinja uma média de 2 milhões de doses por dia, mas o ministro Pazuello falou em 1 milhão por dia”.

Caso o prognóstico do epidemiologista seja seguido, a expectativa é de que, em até seis meses, a vacina chegue à população em geral, mas, pela conta do Ministério da Saúde, esse prazo deve ser mais extenso, podendo levar até um ano para atingir a imunização.

“A sensação é de que, mesmo se tudo correr bem, os grupos que não se encaixam nas prioridades só vão receber vacina no segundo semestre deste ano. Mas, caso o Ministério prossiga agindo de forma atrapalhada, como estamos vendo, a vacina para esses grupos pode ficar para 2022”, avalia Pedro Hallal.

Texto e Arte: Eduardo Menezes – Seeb Pelotas