Covid-19 em Pelotas: 77 novos casos e três óbitos nas últimas 24h

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Após breve desaceleração de contágio, OMS receia por novo avanço da doença

Nesta semana, com a divulgação da quarta fase do EPICOVID19-BR – maior estudo epidemiológico sobre coronavírus, no Brasil -, que está sendo desenvolvido pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), muitas pessoas ficaram empolgadas com uma das principais mensagens passadas pelos pesquisadores, que confirmaram uma desaceleração da epidemia na maior parte do país. No entanto, conforme tem alertado a Organização Mundial da Saúde (OMS), o momento é de maior atenção de todos para o não relaxamento das medidas de prevenção.

O estudo realizado pela UFPel tem evidenciado momentos distintos do processo de infecção, se consideradas as diferentes regiões do Brasil. Norte (2,4%) e Nordeste (1,9%) apresentam os maiores índices de contágio da doença, já o Sul e o Centro-Oeste registram um percentual de 0,5%.

Em Pelotas, o perfil dos contaminados permanece o mesmo das semanas anteriores, conforme divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do município, na última terça-feira (15). Profissionais da área da saúde (18,21%), trabalhadores do comércio (12,5%) e aposentados (12,1%) são os três grupos que apresentam o maior número de infectados. O quarto grupo é o dos estudantes, que apresentam um percentual de 7,1%.

Em todo o país, já são quase 135 mil mortes em decorrência do coronavírus. Na noite de ontem, quinta-feira (17), a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (SES) registrava 4.268 mortes em todo o estado. Na cidade de Pelotas, o último boletim, divulgado pela Prefeitura, confirmou mais três mortes, totalizando 113 óbitos em decorrência da doença somente na cidade.

O Brasil, hoje, é o segundo país com maior número de mortos em decorrência do coronavírus, em todo o mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Cientistas ligados à OMS já receiam um novo avanço da doença. O principal motivo seria o aumento de aglomerações e a flexibilização nas medidas de isolamento social, que, gradativamente, passam a ser abandonadas pelos governo de turno, criando uma falsa ideia de controle da doença em meio ao senso comum.

Seeb Imprensa Pelotas

Arte: Seeb Pelotas