Epidemiologista afirma que Caixa precisa de mais bancários em home office

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Live sobre trabalho presencial em tempos de pandemia esclareceu dúvidas sobre a doença

A Fenae realizou, na última quinta-feira (06/8), uma live para falar sobre os riscos do trabalho presencial em tempos de pandemia.

Participaram da transmissão a PhD em epidemiologia e pesquisadora associada à Fiocruz na área de Saúde do Trabalhador, Maria Juliana Moura Corrêa, a Diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus, a Diretora de Aposentadas, Aposentados, Previdência e Saúde da Apcef/RS, Célia Zingler e o Assessor Jurídico da Fenae, Dr. Paulo Roberto.   

A epidemiologista Maria Juliana ressaltou que a doença está relacionada com uma Síndrome Respiratória Severa, mas também é uma doença sistêmica que afeta globalmente áreas vitais do organismo, como a cardiológica, neurológica, renal e hepática trazendo sequelas para quem se contaminar.   

“Os pesquisadores já vinham avisando que essa forma de produzir e extrair riqueza ocasionam esgotamento do meio ambiente nos levariam a cenários pandêmicos. O Brasil atingiu um recorde extremamente dramático e triste. Poderíamos comparar esse nível de mortalidade com o de guerras. A gravidade é muito maior do que está sendo noticiado e do que a gente consegue captar nos registros oficiais”, explicou.    

Se o cenário já é ruim para a população em geral, para os trabalhadores que estão sendo obrigados a trabalhar presencialmente é ainda pior. “A classe trabalhadora foi escolhida para se expor e doar a vida para manter a sociedade ativa. Os profissionais de saúde, bancários e outros estão impedidos de manter a única medida de proteção existente contra o coronavírus, que é o distanciamento social”.   

A epidemiologista também reafirmou que medidas poderiam ser tomadas para enfrentar a pandemia. “Temos tecnologias suficientes no Brasil para pensar em barreiras sanitárias que evitem esse contingente de pessoas se deslocando. No caso dos bancos, precisamos do maior número possível de pessoas em teletrabalho. Não tem como controlar o contágio comunitário do jeito que está sendo feito no Brasil”, afirmou.    

Assista a live na íntegra

Veja aqui a entrevista com a epidemiologista Maria Juliana Moura Corrêa.

Com informações Fenae

Imagem: Fenae