Com caos no governo Bolsonaro, dólar bate novo recorde e fecha a R$ 5,90

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Mercado teve dia fraco diante de preocupações com a economia norte-americana e com as novas tensões que surgiram na crise política que envolve o governo Jair Bolsonaro

Entre uma tentativa de correção após duas baixas consecutivas do índice e a pressão das bolsas internacionais depois das falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, a Ibovespa fechou praticamente estável na quarta-feira (13),

Powell disse que mais ferramentas podem ser necessárias para tirar os EUA da recessão, que já custou pelo menos 20 milhões de empregos, destacando que as perspectivas para a economia americana ainda são de incerteza. Com as afirmações, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram entre 1,55% e 2,17%.

O Ibovespa, por sua vez, registrou leve baixa de 0,13% a 77.772 pontos com volume financeiro negociado de R$ 31,2 bilhões.

De todos os mercados, o câmbio foi o destaque da sessão, o dólar futuro para junho tem ganhos de 0,26% a R$ 5,908 e o dólar comercial fechou com uma valorização de 0,61%, a R$ 5,9007 na compra e R$ 5,9012 na venda, marcando nova máxima histórica.

Além de refletir o aumento nos temores com a economia americana por causa das declarações do presidente do Fed, o real ainda se depreciou diante das tensões políticas internas, um dia após notícias de que o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril mostraria que o presidente Jair Bolsonaro quis trocar a superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro para proteger seus filhos de investigações.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 subiu 20 pontos-base a 3,65%, o DI para janeiro de 2023 teve alta de 27 pontos-base a 4,93% e o DI para janeiro de 2025 avançou 24 pontos-base a 6,91%.

Na Europa, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido sofreu uma contração de 5,8% em março. As bolsas europeias registram baixas.

O Eurostat informou, também na última quarta-feira, que a produção industrial despencou 11,4% na União Europeia em março na comparação anual. O Commerzbank, segundo maior banco privado alemão, reportou prejuízo líquido de 295 milhões de euros no primeiro trimestre, enquanto o ABN Amro, maior banco da Holanda, teve prejuízo líquido de 395 milhões de euros. As bolsas da Ásia fecharam de novo em direções diferentes.

Entre os indicadores nacionais, as vendas no varejo caíram 1,2% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado, revelou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a fevereiro, a queda foi de 2,5%.

A expectativa mediana dos economistas do mercado financeiro, compilada no consenso Bloomberg, era de uma retração de 5,5% na base de comparação mensal e de 3,9% no indicador na base anual. Em fevereiro, as vendas no varejo haviam crescido 4,7%.

Fonte: Brasil 247

Foto: Sharon Mccutcheon/Unsplash