Dólar renova máxima histórica em R$ 5,26

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O dólar futuro para maio tem alta de 0,28% a R$ 5,2745, enquanto o comercial teve leve variação positiva de 0,09%, a R$ 5,2645 na compra e R$ 5,2661 na venda, renovando sua máxima histórica.

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (2) impulsionado pelo desempenho das ações da Petrobras (PETR3; PETR4), que dispararam em meio às notícias de que pode acabar em breve a guerra de preços de petróleo entre Arábia Saudita e Rússia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu no Twitter que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, e o presidente russo, Vladimir Putin, conversaram com o mandatário dos EUA e se comprometeram a reduzir em até 15 milhões de barris por dia a produção de petróleo.

Já o governo da Rússia negou que Putin tenha falado com o príncipe herdeiro árabe sobre o mercado de petróleo. A Arábia Saudita, por sua vez, confirmou a conversa entre Trump e Mohammad bin Salman, mas não deu detalhes sobre o diálogo.

O país também convocou reunião emergencial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) para discutir a crise. Segundo a Bloomberg, os sauditas querem que os principais produtores também façam a adesão a qualquer corte de produção.

Com a mensagem de Trump, o barril do Brent chegou a disparar 36%, mas amenizou os ganhos com as informações divergentes de cada governo envolvido no caso, e subiu 17,5%, a US$ 29,07.

Por outro lado, os ganhos das ações de bancos, que compõem perto de 20% da carteira teórica do Ibovespa, foram limitados pela informação de que o Senado estuda o aumento na taxação de lucro para estas companhias. A sugestão de aumentar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos partiu das bancadas do PDT e dos Progressistas. Após a notícia, os papéis das instituições financeiras zeraram altas.

Com isso, hoje o Ibovespa registrou alta de 1,81% a 72.253 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 23,194 bilhões. Lá fora, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram entre 1,72% e 2,28%.

Já o dólar futuro para maio tem alta de 0,28% a R$ 5,2745, enquanto o comercial teve leve variação positiva de 0,09%, a R$ 5,2645 na compra e R$ 5,2661 na venda, renovando sua máxima histórica.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu quatro pontos-base a 4,05%, o DI para janeiro de 2023 teve alta de dois pontos-base a 5,41% e DI para janeiro de 2025 ganhou 11 pontos-base a 6,96%.

Uma notícia bastante negativa, contudo, foi que o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos cresceu de 3,28 milhões na semana encerrada no dia 20 para 6,648 milhões na semana passada, acima da expectativa mediana dos economistas do mercado financeiro compilada no consenso Bloomberg, que apontava para um aumento a 3,7 milhões de pedidos. A semana anterior já havia sido de recorde histórico de pedidos.

O dado era o mais esperado desta quinta, porque o aumento nos pedidos por auxílio-desemprego dá uma dimensão palpável do impacto econômico da pandemia de coronavírus no país mais rico do mundo.

Medidas do governo

O Congresso analisa agora o projeto de lei que garantirá recursos para o auxílio de R$ 600 aos trabalhadores autônomos para minimizar os efeitos da pandemia na economia.

Na véspera, o governo federal anunciou um programa que permite redução de jornada de trabalho e salário em 25%, 50% e até 70% por até três meses, por meio de acordos individuais – entre empregador e empregado – ou coletivos. A medida também autoriza a suspensão dos contratos por até dois meses. A equipe econômica calcula que 24,5 milhões de trabalhadores formais receberão o benefício.

O governo pagará uma parte do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se fosse demitido. A estimativa oficial é de que o programa salvará 8,5 milhões de empregos ao dar um alívio momentâneo às empresas. O governo estima que, sem as medidas, até 12 milhões de empregados podem ser demitidos. Mesmo com as medidas, as demissões devem atingir 3,2 milhões de trabalhadores no Brasil.

Também será zerado o IOF em operações de crédito por 90 dias, com custo de R$ 7 bilhões aos cofres públicos e também anunciou a prorrogação do prazo para entrega da declaração de Imposto de Renda ano base 2019, de 30 de abril para 30 de junho. Além disso, houve o adiamento  por 2 meses do pagamento de PIS/Pasep, Cofins e patronal para a Previdência Social, com impacto de R$ 80 bilhões.

Coronavírus no Brasil

O Brasil tem 6.836 casos de coronavírus ante 5.717 um dia atrás, num aumento diário de 1.119, informou o Ministério da Saúde na última quarta-feira; país tem 241 mortes por coronavírus, ante 201 do dia anterior.

Equipes de saúde dos estados e municípios dizem que a subnotificação dos casos do coronavírus ao Ministério da Saúde tem sido gigantesca pela falta de kits para testes. Nesse cenário, em que o avanço da Covid-19 pode ser muito maior do que os registros, muitos hospitais esperam que dentro de poucas semanas faltem unidades de UTI para atender os casos mais graves, informa matéria da Folha de S. Paulo. Em outra reportagem, o jornal informa que o governo federal pretende fazer 100 mil testes para descobrir qual é a porcentagem da população que já foi atingida pelo coronavírus. Os testes começarão em duas semanas.

Noticiário corporativo

No radar corporativo, a Light aprovou a emissão de R$ 400 milhões em debêntures, enquanto a Lojas Americanas aprovou a emissão de R$ 1 bilhão em notas promissórias. A Ultrapar cancelou as projeções financeiras para 2020, enquanto a Petrobras fez acordo em litígio com a Sete Brasil, revertendo a provisão de R$ 634 milhões.

O Conselho de Administração da CVC elegeu Leonel Andrade como novo diretor presidente, enquanto o Conselho da Ouro Fino elegeu Kleber Gomes como CEO. Na Raízen, Ricardo Dell Aquila Mussa foi eleito como presidente.

Já o Banco do Brasil assinou um contrato de cessão, no valor de R$ 731 milhões, da sua carteira de clientes inadimplentes com a BV Financeira, uma subsidiária do Banco Votorantim (BV).

Fonte: Infomoney