Sindicato dos Bancários convoca categoria para se somar na defesa da educação pública

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Trabalhadores da educação prometem paralisar suas atividades – nos três turnos – em adesão à Greve Nacional. O ato deste dia 15 de maio prevê concentração às 14h, no Mercado Público, com posterior caminhada até o IFSul, às 16h30min.
A mobilização de professores, servidores e estudantes de instituições públicas de ensino – convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – deve ter grande adesão em Pelotas. Em um evento criado no facebook, milhares de pessoas confirmaram presença e outros tantos demonstraram interesse. É importante lembrar que, atrelado ao corte de verbas nas instituições públicas de ensino, está o desmonte da Previdência Social, já que o governo Bolsonaro condicionou a revisão do bloqueio de verbas, neste primeiro momento, à aprovação do projeto de lei que, hoje, está em avaliação na comissão especial da Câmara dos Deputados.  
A comunidade pelotense está compreendendo o papel fundamental que possui em defender a educação pública. Uma vez confirmado, o corte de 30%, prometido pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, atingirá a todos. A saúde pública do município sofrerá um duro golpe, com o fechamento de três unidades básicas de saúde, conforme relatado pela prefeita Paula Mascarenhas (PSDB).Além disso, a própria prefeita admite que o atendimento bucal será reduzido pela metade e os 180 leitos SUS, disponibilizados pelo Hospital-Escola da UFPel, ficarão comprometidos, prejudicando pacientes com câncer, HIV e autistas.
Mas engana-se quem pensa que o impacto será sentido apenas pelos que necessitam de saúde e educação públicas,  o próprio comércio de Pelotas e o mercado imobiliário sofrerão com perdas imediatas de capital, uma vez que a comunidade universitária movimenta estes setores e aquece a economia do município, seja pela vinda de estudantes e docentes para a nossa região, seja pelos diversos eventos nos quais a UFPel e o IFSul participam de forma direta e indireta.
Os bancários compreendem que este é um momento de unidade e solidariedade em defesa das instituições públicas. À ameaça ao futuro de nossos familiares é parte do processo de redução do Estado que já nos atinge, diretamente, com a tentativa de privatização dos bancos públicos e a chamada “transição digital”, reduzindo postos de trabalhos, nos bancos privados, sobrecarregando a categoria e prejudicando o atendimento dos clientes.

Imprensa Seeb Pelotas

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