Pelotenses dizem NÃO à reforma da Previdência

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O Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, em Pelotas, reuniu um grande público na última sexta-feira (22). Concentrados, no Chafariz do Calçadão, desde as 17h30, trabalhadores de diversas categorias denunciaram à população as intenções do governo em restringir o acesso à aposentadoria. A redução do valor do benefício irá prejudicar a maior parte da sociedade, sobretudo, aqueles que começaram a trabalhar mais cedo, as mulheres, os trabalhadores do campo e os que vivem situação de miséria.

Lideranças sindicais,vereadores, representantes de partidos políticos, militantes do movimento estudantil e aposentados revezaram-se, no microfone, alertando sobre os riscos da aprovação da reforma. Foi consenso entre as lideranças que estiveram presentes no ato que esta é a pior reforma possível, já que a única intenção do governo é repassar aos trabalhadores à responsabilidade em relação ao alardeado “déficit da Previdência”.

“Esse é o pior projeto de reforma da previdência possível. O do Temer já era terrível, mas esse consegue ser ainda pior”, ressaltou o vereador Marcus cunha (PDT).  Segundo Cunha, a única medida realmente legítima, nesse caso, seria cobrar os grandes devedores do INSS, assumindo os desvios de recursos que deveriam ser destinados à Previdência.

Ao dialogar com os transeuntes, que circulavam pelo centro da cidade, representantes dos movimentos sociais locais explicaram que as mulheres e os trabalhadores do campo serão os que mais sentirão os danos da reforma. Desconsiderando as múltiplas jornadas das trabalhadoras, o governo Bolsonaro quer impor a idade mínima de 32 anos para as mulheres, colocando-as na condição de só ter direito à aposentadoria integral após 40 anos de contribuição. Já os trabalhadores rurais precisarão contribuir por 20 anos, ao invés dos 15 atuais. A aposentadoria especial, no caso dos professores, também é praticamente liquidada.

Atentos a tudo que foi dito, os trabalhadores, estudantes e aposentados de Pelotas foram, pouco a pouco, se reunindo no entorno do Chafariz do Calçadão e, logo após o fechamento do comércio, marcharam, em grande número, pelas ruas do centro da cidade, convidando as pessoas a se somarem em defesa dos direitos sociais que ainda nos restam.

Nesta terça-feira, dia 26 de março, ocorre uma audiência pública para tratar do tema. A atividade está sendo organizada pelo Fórum em defesa da Previdência. O encontro está marcado para as 18h30min, na Câmara de vereadores de Pelotas.

Imprensa SEEB Pelotas

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