Caixa congela quadro de pessoal em 90 mil

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Sem descanso, Temer age de forma acelerada para desmontar a Caixa. O governo alterou o limite do quadro de pessoal do banco, através de portaria da SEST (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais), e fixou em 90 mil o número máximo de empregados.

A instituição enxuga cada vez mais o quadro. Em junho deste ano, eram 93.251, conforme estabelecido em portaria anterior. Hoje, a empresa tem um quantitativo ainda menor, cerca de 87 mil empregados. Em 2017, a Caixa fechou 6.827 vagas. Do total, 3.039 em março e 2.302 em agosto.

O que já não está bom tende a piorar. A realidade do banco é de sobrecarga de trabalho. Apenas em 2014, 681 empregados se afastaram em decorrência de transtornos mentais e 558 por distúrbios osteomusculares (LER/Dort), conforme o Anuário Estatístico da Previdência Social. A situação se agravou após a saída de milhares de funcionários através dos PDVEs (Programas de Desligamento Voluntário Extraordinário).

Vale lembrar que a Caixa descumpre a cláusula 50 do Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015. À época se comprometeu a contratar 2 mil novos empregados, o que elevaria para 103 mil o total de trabalhadores.

Ao final de junho, a Caixa tinha 84,1 milhões de correntistas e poupadores dos quais 82,1 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de pessoas jurídicas. São 4,2 mil agências e postos de atendimento. Sobram clientes. Faltam bancários para suprir a demanda.

Com informações do SBBA

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