Para se aposentar, é preciso se mobilizar

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O trabalhador que quiser garantir o direito de aposentar terá de intensificar a luta. O governo Temer manobra para aprovar a qualquer custo a reforma da Previdência, que aumenta a idade mínima para a aposentadoria de 65 anos, no caso dos homens, e 62 anos, para as mulheres.

A medida acaba com a possibilidade de aposentadoria exclusivamente por tempo de serviço no INSS (Instituto Social de Seguro Nacional). Também estabelece que o tempo mínimo de contribuição do trabalhador deve ser de 25 anos, recebendo 70% do salário. Atualmente, são exigidos 15 anos. Caso o cidadão queira receber o benefício integral, terá de contribuir por 40 anos.

Mas, a realidade brasileira não condiz com as regras que o governo quer impor. Por conta da rotatividade do emprego, o trabalhador com carteira assinada da iniciativa privada contribui, em média, por apenas nove meses por ano. Para cumprir a meta da reforma de 25 anos, portanto, seriam necessárias 300 contribuições mensais, ou seja, mais de 33 anos.

Os números deixam claro que a reforma da Previdência é inviável e só prejudica o brasileiro. O único beneficiado será o grande capital. O mercado de planos previdenciários particulares, certamente, irá turbinar e o cidadão será forçado a recorrer à iniciativa privada se quiser garantir a aposentadoria.

Como o governo ainda não tem unanimidade no Congresso Nacional para aprovar a medida, a sociedade deve se unir ao movimento sindical e ampliar a mobilização para derrubar a proposta. Sem luta, é o fim da aposentadoria.

Fonte: SBBA

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