BB completa 209 anos e sofre com desmonte

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Na semana em que o Banco do Brasil comemora 209 anos, a instituição financeira anunciou que descartará as ferramentas de avaliação de desempenho nos casos de descomissionamento, estabelecendo como critério a avaliação direta do gestor. Essa é mais uma das medidas que se enfileiram na lista de ações de restruturação e desmontes.

O Banco do Brasil fez 209 anos, nesta quinta-feira, 12 de outubro, em meio ao processo de reestruturação que está em curso em todo o país. Vários trabalhadores já perderam comissão, tiveram redução de salário ou vão ser descomissionados. Ainda que setores empresariais especializados e agências digitais registrem uma oxigenação ao receber novos funcionários, as consequências para os demais empregados são graves. A meta do banco é demitir até 18 mil em todo país até 2018.

Ainda dobre as avaliações de desempenho, os bancários criticam a Gestão de Desempenho por Competências (GDP) e Radar, por serem usados como instrumento de punição e assédio, mas, ao mesmo tempo, condenam o uso de critérios meramente subjetivos para o descomissionamento, e lembram que, ao fazer isso, o banco está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho. O ACT determina expressamente que o empregado precisa ter três avaliações negativas consecutivas nos processos de avaliação para poder ser descomissionado, ou seja, o banco está passando por cima do acordo.

Os bancários também têm reforçado a mensagem de defesa de um Banco do Brasil público, que cumpra efetivamente uma função social.

Com informações do Seeb-ES

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