Pressão de bancos por lucros prejudica consumidores e bancários

tim (13)

Novas políticas de resultados fazem bancário trabalhar mais e pioram atendimento

Muita gente já encontrou no extrato bancário o débito relativo a um serviço que não contratou. Ou a cobrança por um novo pacote de produtos pelo qual jamais procurou, ou um cartão plus que sequer pensou em pedir. Além do desconto indevido em conta corrente, há a chateação de ficar um tempão pendurado no serviço de atendimento telefônico, ou mesmo no chat, sem que haja garantia da solução do problema. Em muitos casos, acaba sendo necessário ir pessoalmente à agência, onde se vai perder mais um tempo e passar raiva na fila.

Os que conferem seus extratos e reclamam têm o ressarcimento. Já os que não têm esse hábito saudável do ponto de vista financeiro acabam por pagar taxas que vão engordar os lucros dos banqueiros. Pouca gente sabe, mas todo esse aborrecimento significa que o cliente – assim como o bancário – está pagando o ‘pato’ pelas pressões impostas pelos banqueiros e seus executivos para aumentar ainda mais sua lucratividade.

Essas pressões, além do aumento do controle sobre o trabalhador, são algumas das ferramentas inseridas em um modelo de gestão baseado na redução de custos, inclusive de recursos humanos, no qual a terceirização tem fundamental importância.

Se os clientes pagam com toda essa chateação ou prejuízo ao bolso, os trabalhadores das instituições bancárias muitas vezes são obrigados a comprar eles próprios produtos de que não necessitam. Ou recorrem à solidariedade de familiares e amigos, que colaboram comprando também para que a meta seja atingida.

Sob tanto controle, pressão e metas, o bancário paga com a saúde, fragilizada por um ambiente nocivo, altamente competitivo e que leva ao adoecimento, especialmente psíquico. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2015 os casos de depressão superaram os de lesões por esforço repetitivo (LER). Isso quando não com a demissão por não ter chegado perto de atingir as metas cada vez mais abusivas.

Fonte: Fetrafi/RS

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